Manaus fica encoberta por fumaça pelo quinto dia consecutivo
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os incêndios florestais no Amazonas são mais graves do que imaginava e apresentam indícios de ação criminosa. A declaração foi feita após um sobrevoo por áreas atingidas, especialmente no município de Autazes.
Segundo o ministro, diversos focos de incêndio foram identificados no interior de florestas preservadas, situação que, na avaliação dele, pode indicar queimadas provocadas para degradar a vegetação e abrir espaço para o desmatamento.
Entre os dias 1º e 12 de outubro, o Amazonas registrou 1.600 eventos de fogo, aumento de 260% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 444 registros.
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Capobianco também cobrou maior atuação das forças de segurança para identificar e responsabilizar os envolvidos. O governo federal mobilizou aeronaves para auxiliar no combate às chamas, enquanto Manaus enfrenta dias consecutivos de fumaça e péssima qualidade do ar.
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O governo do Amazonas informou que mantém operações de combate aos incêndios e fiscalização, além de uma proibição do uso do fogo por 120 dias. O estado também decretou situação de emergência em 36 municípios afetados pelas queimadas.