Energia elétrica subiu 7% após fim do desconto do bônus de Itaipu. Alimentação voltou a aumentar após três meses de queda, e IPCA acumulado em 12 meses chegou a 4,58%, acima da meta
A inflação oficial do Brasil voltou a subir em setembro e registrou alta de 0,82%, após apresentar queda de 0,32% em agosto. O resultado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9) e ficou acima das expectativas do mercado financeiro, acendendo um alerta para o custo de vida no país.
O principal fator que pressionou os preços foi a energia elétrica residencial, que teve aumento de 7,98% no período. A alta ocorreu, entre outros motivos, pelo fim do desconto relacionado ao Bônus de Itaipu nas contas de luz, que havia beneficiado consumidores no mês anterior.
O grupo Habitação apresentou a maior variação entre os setores pesquisados, com avanço de 2,31%. Transportes também registrou aumento, de 0,89%, enquanto Alimentação e bebidas subiu 0,83%, mostrando que os reajustes atingiram diferentes despesas do orçamento das famílias.
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No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação chegou a 4,58%, ultrapassando o limite de 4,5% estabelecido para a meta do Banco Central. Desde o início de 2026, o índice acumula alta de 3,95%, refletindo a pressão dos preços sobre o poder de compra da população.
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O avanço da inflação pode dificultar o controle dos preços e influenciar as decisões do Banco Central sobre a taxa básica de juros. Para os consumidores, o resultado reforça a preocupação com as despesas do dia a dia, especialmente com a conta de luz, os alimentos e os custos de transporte.