A vítima Julieta Hernández entre os assassinos condenados Thiago Agles e Deliomara dos Anjos
O Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) através do Juízo da Vara Única da Comarca de Presidente Figueiredo, município localizado a 107 quilômetros de Manaus, sentenciou os réus denunciados, Deliomara dos Anjos Santos e Thiago Agles da Silva.
Ambos acusados do crime de latrocínio (roubo seguido morte), além de ocultação de cadáver, que teve como vítima a venezuelana e artista Julieta Hernández, em 2023.
Ela tinha pernoitado no município para depois seguir viagem rumo a Roraima. Deliomara dos Anjos Santos recebeu uma pena total de 37 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão, além de 264 dias-multa.
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A soma das penas corresponde a 36 anos, 11 meses e 10 dias por latrocínio e 1 ano por ocultação de cadáver. Thiago Agles da Silva foi condenado a 41 anos e 3 meses de reclusão, além de 220 dias-multa.

O crime ocorreu em dezembro de 2023
em Presidente Figueiredo
A soma das penas corresponde a 40 anos por latrocínio e 1 ano e 3 meses por ocultação de cadáver. “Dias-multa” é uma unidade de medida para calcular o valor de uma multa penal.
O juiz primeiro define o número de dias-multa e depois o valor de cada dia, levando em conta a gravidade do crime e a situação econômica do réu para que a punição seja proporcional.
O valor final, que pode variar de 10 a 360 dias-multa, é pago ao Fundo Penitenciário Nacional.
A pena aplicada aos réus foi devidamente fundamentada e definida de forma individual, conforme informou o Juízo. Com a sentença condenatória, a execução deverá ser iniciada em regime fechado. A juíza de Presidente Figueiredo, Tamiris Gualberto, manteve a prisão preventiva para o imediato cumprimento provisório da pena até o trânsito em julgado da sentença.
O CRIME
O crime ocorreu na madrugada do dia 23 de dezembro de 2023, no Espaço Cultural Mestre Gato. Segundo a denúncia do Ministério Público e as provas colhidas que constam nos autos, a ação teria iniciado com a intenção de roubar o celular da vítima.
Os depoimentos em Juízo indicaram que Thiago, sob efeito de álcool e entorpecentes, teria rendido a vítima, que dormia em uma rede, ameaçando-a com uma faca e exigindo o telefone celular.

Thiago pegou mais de 41 anos e Deliomara 37 anos e alguns
meses de prisão em regime fechado (Fotos: Divulgação)
Deliomara, ainda conforme a denúncia, teria jogado álcool sobre a vítima e Thiago, motivada por ciúmes, e ateou fogo, causando graves queimaduras.
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Após apagar o fogo, Thiago teria enforcado a vítima com uma corda até a morte. Em seguida, para ocultar o crime, o casal enterrou o corpo em uma cova rasa, em uma área de mata nos fundos da residência, segundo o Ministério Público do Amazonas.