Réus receberam penas superiores a 27 anos de prisão por homicídio qualificado e tentativa de assassinato ocorridos em 2020
Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri de Samambaia pela morte de Gledson Costa dos Santos, de 46 anos, assassinado a tiros em frente a uma distribuidora de bebidas na madrugada de 21 de novembro de 2020, no Distrito Federal.
Sidney Alves Pinto, conhecido como “Barrão”, foi sentenciado a 35 anos, cinco meses e sete dias de prisão. Já Filipe Fernandes de Melo recebeu pena de 27 anos de reclusão. Ambos também foram condenados pela tentativa de homicídio contra uma segunda vítima atingida durante o ataque.
A decisão judicial determinou que os dois iniciem o cumprimento das penas em regime fechado. Apesar de terem respondido ao processo em liberdade, o magistrado decretou a prisão imediata dos condenados após a leitura da sentença.
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De acordo com as investigações, os autores chegaram ao local em um veículo durante a madrugada e surpreenderam as vítimas utilizando uma arma de fogo com capacidade para disparos em rajada. Gledson foi atingido por dezenas de tiros e morreu no local.
Os jurados reconheceram que o crime foi cometido de forma a dificultar qualquer possibilidade de defesa das vítimas e que os disparos colocaram em risco outras pessoas que circulavam pela região, considerada uma área de movimento comercial e residencial.
Na fixação das penas, a Justiça também levou em consideração os antecedentes criminais dos réus. No caso de Sidney, a sentença destaca que ele possuía condenações anteriores e praticou o crime enquanto cumpria pena por outro delito.
O caso ganhou repercussão anos depois devido à ligação familiar da vítima com outro episódio criminal de grande impacto no Distrito Federal. Gledson era pai de Lucas Souza Santos, condenado pelo latrocínio que resultou na morte do estudante Bernardo Brasil Peres, de 18 anos, em 2022.
Bernardo foi morto durante um assalto em uma praça de Samambaia Norte. Segundo as investigações, ele estava acompanhado da namorada quando foi abordado por criminosos e acabou esfaqueado, mesmo sem reagir à ação.
Pelo crime, Lucas Souza Santos e outros dois envolvidos foram condenados por latrocínio. A Justiça considerou comprovada a participação dos acusados no roubo que terminou com a morte do jovem, que sonhava cursar Medicina. O caso gerou forte comoção no Distrito Federal e mobilizou familiares, amigos e moradores da região.
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Com a nova condenação, a Justiça encerra mais uma etapa do processo relacionado à execução de Gledson Costa dos Santos, ocorrida dois anos antes do assassinato de Bernardo Brasil.