Promotoria afirma que os acusados atuaram em conjunto e defende condenação pelos crimes ocorridos em UTI de hospital particular.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) reforçou, durante o julgamento dos três técnicos de enfermagem acusados de provocar a morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, que todos os réus tiveram participação direta nos crimes investigados.
Após o segundo dia de julgamento, o promotor de Justiça Bernardo de Urbano Resende declarou que há elementos suficientes para responsabilizar os três acusados pelas mortes. Segundo ele, os envolvidos teriam atuado de forma conjunta, rejeitando a tese de que apenas um dos réus seria responsável pelos fatos.
Os acusados são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos. Conforme a acusação, a estratégia das defesas de Amanda e Marcela seria atribuir a maior parte da responsabilidade a Marcos Vinícius na tentativa de reduzir suas próprias responsabilidades no caso.
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O processo tem origem nas investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que resultaram na Operação Anúbis, deflagrada em janeiro. A apuração começou após o próprio Hospital Anchieta comunicar às autoridades suspeitas relacionadas a uma sequência de mortes consideradas atípicas dentro da unidade hospitalar.
Segundo as investigações, os três técnicos teriam participado de ações que provocaram a morte de pacientes internados na UTI. A polícia apurou que doses excessivas de medicamentos teriam sido administradas às vítimas, causando paradas cardíacas. Em um dos casos, também foi apontada a utilização de substância inadequada durante o atendimento.
As vítimas identificadas na investigação são João Clemente Pereira, de 63 anos, Marcos Moreira, de 33, e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos.
Marcos Moreira era funcionário dos Correios e morador de Brazlândia. Internado após apresentar dores abdominais, morreu em dezembro de 2025, deixando uma filha de cinco anos.
João Clemente Pereira, servidor da Caesb, estava em recuperação após uma cirurgia cerebral quando sofreu sucessivas paradas cardíacas. Ele deixou esposa, filhos e um neto.
Já Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada de 75 anos, também figura entre as vítimas do caso investigado pelas autoridades.
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Os três técnicos permanecem presos preventivamente desde janeiro e aguardam a conclusão do julgamento, que definirá a responsabilidade criminal de cada um dos acusados.