Petista defendeu integração dos países do bloco acima de posições ideológicas. Lula também pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas de terremotos na Venezuela
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que disputará a reeleição em outubro com o objetivo de garantir a manutenção da democracia no Brasil. A declaração foi feita durante a cúpula de líderes do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai.
Após um discurso institucional sobre a integração regional, Lula declarou que pretende concorrer novamente ao Palácio do Planalto em meio ao que classificou como ameaças à democracia em diferentes partes do mundo, incluindo o Brasil.
Durante sua participação no encontro, o presidente defendeu que o Mercosul mantenha sua relevância independentemente das mudanças de governo nos países-membros. Segundo ele, o fortalecimento do bloco deve estar acima de divergências ideológicas entre os líderes da região.
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Lula afirmou que o Mercosul precisa funcionar de forma estável e contínua para se consolidar como um bloco econômico forte e competitivo. Ele também pediu esforço conjunto para fortalecer as instituições do grupo.
Na área econômica, o presidente propôs maior cooperação em tecnologia e sugeriu que a estrutura do PIX sirva de modelo para a criação de um sistema de pagamentos integrado entre os países do Mercosul. A iniciativa, segundo ele, pode reduzir custos de transações e ampliar o uso de moedas locais.
Durante o evento, Lula também prestou homenagem às vítimas dos terremotos na Venezuela e pediu um minuto de silêncio. O presidente ainda defendeu a criação de um fundo regional voltado ao enfrentamento de desastres naturais e à adaptação climática na América do Sul.
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Ao destacar a trajetória do Mercosul, Lula afirmou que o comércio interno do bloco registrou forte crescimento nas últimas décadas e citou avanços em acordos comerciais com mercados internacionais, além de novas negociações com países asiáticos.