Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (30), durante a 68ª Cúpula do Mercosul, em Assunção, que o bloco seja fortalecido institucionalmente para não depender da orientação política dos governos de cada país.
Em seu discurso, Lula afirmou que o Mercosul deve ser tratado como uma política de Estado e não pode funcionar de acordo com a mudança de presidentes nos países-membros.
"O Mercosul não pode funcionar de acordo com a eleição desse ou daquele presidente. Se não, a gente nunca vai ter um bloco realmente forte e funcionando", declarou.
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O presidente comparou a alternância de governos à situação de subir e descer uma escada sem alcançar o objetivo final, afirmando que mudanças frequentes acabam interrompendo projetos de longo prazo.
Ao comentar o cenário político brasileiro, Lula também confirmou que disputará a reeleição e afirmou que pretende manter o Brasil como um país democrático e dar continuidade às políticas implementadas por sua gestão.
Durante a fala, o presidente fez um balanço de seus mandatos, destacando a redução da fome, o aumento do emprego e a retomada do crescimento econômico. Ele também criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que encontrou obras públicas paralisadas e estruturas ministeriais desmontadas ao assumir o governo em 2023.
Na parte final do discurso, Lula voltou a defender a integração regional e garantiu que o Mercosul continuará sendo prioridade para o Brasil, independentemente do resultado das eleições presidenciais.
"Acreditem: independentemente de quem seja eleito no Brasil, o Mercosul continuará sendo prioridade para o Brasil", afirmou.
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O presidente encerrou defendendo que eventuais divergências entre os países integrantes sejam resolvidas por meio do diálogo, como forma de fortalecer a integração econômica, política e cultural do bloco.