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Lula diz que Bolsonaro sabe as ''burrices'' que fez: ''Não é inocente''
Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Em Manaus, Lula acusou Bolsonaro de planejar golpe e disse que Eduardo foi aos EUA para buscar sanções contra o Brasil, a mando do pai

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar, nesta terça-feira (9/9), sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Supremo Tribunal Federal (STF). Em evento realizado em Manaus (AM), Lula disse que o ex-mandatário cometeu “burrices”, que ele “não é inocente” e que colocou o filho para “pedir ao governo Trump para taxar o Brasil”.

 

“Nós estamos vivendo um momento delicado no Brasil. Você está vendo um brasileiro, que foi candidato eleito pelo povo brasileiro, que cometeu as burrices que cometeu, que sabe que cometeu, que está sendo julgado e que mandou o filho para os Estados Unidos pedir para o governo Trump taxar o Brasil”, declarou Lula.

 

Em seguida, Lula continuou falando sobre a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, afirmando que, ao contrário do que diz o filho, o pai não é inocente, pois “tentou dar um golpe de Estado” no Brasil.

 

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“Esses caras tiveram a pachorra de mandar gente para os Estados Unidos para falar mal do Brasil e para condenar o Brasil. [Ele está] tentando dizer que o pai dele é inocente. O pai dele não é inocente. O pai dele tentou dar um golpe de Estado”, afirmou Lula.

 

O petista fez referência, ainda, ao suposto plano de assassinato de autoridades – “Punhal Verde Amarelo” -, evidenciado pela investigação da Polícia Federal e que é mencionado nos autos da ação penal da trama golpista. “O pai [Bolsonaro] estava arquitetando matar o Lula, matar o Alckmin, matar o Alexandre de Moraes”, citou Lula.

 

Por fim, o presidente disse que os réus estão sendo julgados “pelos desmazelos” que fizeram. “Não adianta ficar pedindo anistia. Ele [Bolsonaro] nem foi condenado ainda. Ao invés de estar se defendendo e dizendo que é inocente, já estão pedindo anistia.”

 

O presidente cita, nesse caso, as articulações no Congresso Nacional para que seja colocado em pauta o projeto de anistia ampla, que não só beneficiaria os condenados pelo 8 de Janeiro, mas também Bolsonaro e o filho Eduardo, indiciado por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

 

As declarações de Lula ocorreram no mesmo dia em que o Supremo retomou o julgamento da chamada trama golpista. O relator Alexandre de Moraes votou pela condenação de Bolsonaro e de mais sete réus apontados como integrantes do núcleo central do suposto plano.

 

“Esse julgamento não discute se houve ou não tentativa de golpe, se houve ou não tentativa de abolição ao Estado de Direito. O que se discute é a autoria. Não há nenhuma dúvida nessas todas condenações (anteriores) de que houve tentativa de abolição, que houve tentativa de golpe, que houve organização criminosa”, declarou o ministro.

 

Em seguida, o ministro Flávio Dino acompanhou Moraes e também votou pela condenação. Ele destacou que, embora não tenha detalhado a dosimetria das penas, vê necessidade de punições mais duras para Bolsonaro e aliados próximos, como Braga Netto, Anderson Torres, Almir Garnier e Mauro Cid. Em contrapartida, Dino defendeu uma culpabilidade menor de três acusados, o que pode resultar em penas mais brandas. São eles: Alexandre Ramagem, general Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira.

 

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O julgamento prossegue nesta quarta (10/9), na Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros. Ainda restam os votos de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

 

Fonte: Metrópoles

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