Tentando puxar protagonismo para Congresso, presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu analisar fim da escala 6×1 via PEC
No início do ano legislativo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), têm buscado assumir protagonismo na aprovação da proposta que acaba com a jornada de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso), uma pauta que ganhou força no Congresso.
Nesta segunda-feira (9), Motta encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da 6×1, um passo importante em direção à tramitação do texto, que agora segue para comissão especial antes de ir ao plenário.
O movimento é visto por aliados de Lula como uma tentativa do presidente da Câmara de assumir a liderança do debate e marcar a pauta como prioridade legislativa, além de aproximar o tema do calendário político de 2026, já que a redução da jornada é considerada de forte apelo popular.
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Enquanto isso, o governo federal articula uma reunião entre Lula e Motta com ministros para discutir a proposta e acelerar sua votação ainda neste semestre, com o objetivo de consolidar a medida antes das eleições municipais.
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A disputa reflete a importância política da pauta, que não impacta apenas os direitos trabalhistas, mas também se tornou peça central na busca de protagonismo institucional entre o Executivo e o Legislativo.