Eventual ajuda dependerá da implementação da tarifa, cuja revogação ainda é alvo de negociações entre os dois países
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta sexta feira (26) que o governo brasileiro não pretende recuar em relação ao Pix, mesmo diante de discussões internacionais envolvendo possíveis medidas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil.
Segundo o ministro, o sistema de pagamentos instantâneos é considerado estratégico para a economia nacional e não será tratado como moeda de negociação em eventuais disputas comerciais. Ele reforçou que o governo mantém a posição de que o Pix é um instrumento essencial para a população brasileira.
A declaração ocorre em meio às negociações sobre uma possível sobretaxa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Caso a medida seja confirmada, o governo avalia a adoção de ações de apoio a empresas exportadoras, incluindo linhas de crédito e programas de suporte já existentes.
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Moretti afirmou que o Executivo já trabalha com iniciativas de estímulo ao setor produtivo e destacou que novas medidas podem ser adotadas para reduzir impactos sobre a economia e sobre o consumidor final.
O ministro também comentou as críticas feitas por autoridades norte americanas ao Pix, rejeitando a ideia de que o sistema de pagamentos possa representar qualquer tipo de barreira ou prática discriminatória contra empresas estrangeiras. Segundo ele, o modelo é aberto, moderno e fundamental para o funcionamento da economia brasileira.
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As tratativas entre Brasil e Estados Unidos seguem em andamento, em um cenário descrito por integrantes do governo como de incerteza, já que ainda não há definição sobre quais condições poderiam levar ao recuo da proposta de tarifa.