Achados em mamíferos marinhos reforçam a relação entre poluição, mudanças climáticas e doenças neurodegenerativas, em um alerta que também diz respeito aos seres humanos
Pesquisas recentes indicam que golfinhos podem desenvolver alterações cerebrais semelhantes às observadas em pessoas com Alzheimer. Cientistas encontraram acúmulo de proteínas associadas à doença, como beta-amiloide e tau, em cérebros de animais idosos, levantando a hipótese de que eles também possam sofrer um processo neurodegenerativo parecido com o humano.
Apesar da descoberta, especialistas ressaltam que ainda não é possível afirmar que os golfinhos desenvolvem Alzheimer da mesma forma que os seres humanos. Os estudos mostram semelhanças biológicas, mas ainda são necessárias pesquisas para comprovar se essas alterações provocam perda de memória e declínio cognitivo nos animais.
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Uma das hipóteses é que a exposição a toxinas produzidas por algas marinhas, cuja proliferação pode ser favorecida pelo aquecimento dos oceanos, contribua para essas alterações no cérebro dos cetáceos. Essas substâncias podem se acumular no organismo e afetar o sistema nervoso ao longo dos anos.
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Os pesquisadores acreditam que compreender esse processo nos golfinhos pode ajudar a esclarecer como doenças neurodegenerativas surgem e evoluem em humanos. Além disso, o monitoramento da saúde desses animais pode servir como indicador dos impactos das mudanças ambientais sobre a vida marinha.