Família questiona diagnóstico inicial e Prefeitura abre sindicância para apurar possível falha na assistência prestada à criança.
A morte de Matteo Lima Albertino, de 2 anos, está sendo investigada após a família contestar a conduta adotada durante os atendimentos médicos recebidos pela criança em Cubatão, no litoral de São Paulo. O caso levou a Prefeitura a instaurar uma sindicância para apurar se houve falhas na assistência.
Segundo a mãe, Laysa Lima Albertino, o menino começou a apresentar febre alta na noite de sexta-feira (26), com temperatura superior a 39°C e sem melhora mesmo após o uso de medicamentos. No dia seguinte, os pais procuraram atendimento no pronto-socorro, onde, de acordo com a família, a criança foi avaliada e liberada para continuar o tratamento em casa após a identificação de uma irritação na garganta.
Nas horas seguintes, Matteo passou a apresentar vômitos, diarreia e perda de apetite. No domingo (28), a família retornou à unidade de saúde. Conforme relato da mãe, o médico atribuiu o quadro a uma virose, afirmando que outros casos semelhantes estavam sendo registrados, e prescreveu nova medicação.
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Sem apresentar melhora, o menino voltou a ser levado ao hospital na segunda-feira (29). Durante o terceiro atendimento, os pais relataram o surgimento de um abscesso na região anal, mas receberam apenas uma pomada para tratamento. Horas depois, diante do agravamento do estado de saúde, retornaram à unidade pela quarta vez.
Foi somente nesse último atendimento que exames laboratoriais foram solicitados. Segundo a mãe, Matteo já apresentava sinais preocupantes, como sonolência intensa, ausência de urina e pouca resposta aos estímulos. A equipe médica iniciou a busca por uma vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica.
Ainda durante a internação, o quadro clínico piorou rapidamente. De acordo com a família, a criança chegou a apresentar sangramento pela boca e pelo nariz antes de ser transferida para uma UTI em outro município. Apesar dos esforços da equipe médica, Matteo não resistiu.
O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) aponta a possibilidade de sepse, uma infecção generalizada, como causa da morte. O resultado definitivo dos exames ainda não foi divulgado.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Cubatão informou que instaurou uma sindicância administrativa para apurar, de forma técnica e imparcial, todas as circunstâncias envolvendo o atendimento prestado à criança. A pasta afirmou que ouvirá os profissionais envolvidos e analisará os procedimentos adotados antes de qualquer conclusão sobre eventuais responsabilidades.
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A administração municipal destacou ainda que os prestadores de serviço já estão colaborando com as investigações e reforçou que adotará as medidas cabíveis caso sejam constatadas irregularidades.