Oscilações hormonais podem influenciar o interesse por sexo, mas fatores físicos e emocionais também interferem na libido
Ter mais vontade de fazer sexo em alguns dias e menos em outros não significa, necessariamente, falta de libido. O desejo sexual pode variar ao longo do ciclo menstrual por causa das oscilações hormonais, além de fatores como disposição, humor, dores e qualidade do sono. Especialistas ressaltam, porém, que cada mulher pode apresentar um padrão diferente.
Durante a menstruação, cólicas, dor de cabeça, cansaço e outros desconfortos podem diminuir temporariamente o interesse por relações sexuais. Já na fase folicular, que vai do início da menstruação até a ovulação, o aumento do estrogênio pode estar associado a uma melhora na disposição e, para algumas mulheres, a um maior interesse sexual.
Perto da ovulação, alterações nos níveis de estrogênio, testosterona e LH podem favorecer o aumento do desejo em parte das mulheres. Algumas também percebem maior lubrificação e mudanças no muco cervical. Esse aumento, entretanto, não acontece com todas: estudos apontam diferenças importantes entre as mulheres e mostram que os efeitos médios do ciclo sobre o desejo podem ser pequenos.
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Depois da ovulação começa a fase lútea, marcada por maior presença da progesterona. Nos dias que antecedem a próxima menstruação, podem surgir inchaço, sensibilidade nas mamas, alterações de humor, cansaço, mudanças no sono e outros sintomas que acabam influenciando também a disposição para o sexo.
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Além dos hormônios, estresse, sobrecarga mental, problemas de relacionamento, saúde física e emocional, medicamentos, gravidez, pós-parto e dor durante as relações também podem interferir na libido. Por isso, uma mudança ocasional no desejo não significa necessariamente um problema. A recomendação é procurar avaliação médica quando a redução for persistente, representar uma mudança importante em relação ao padrão habitual ou causar sofrimento.