Após uma cirurgia de silicone, é normal ter receio de fazer sexo. Médico afirma que se o tempo de recuperação for respeitado não há riscos
Após colocar próteses de silicone nos seios, é comum surgir a dúvida sobre quando é seguro retomar a vida sexual. Segundo o cirurgião plástico William Pires, a atividade sexual, por si só, não costuma ser suficiente para provocar o deslocamento da prótese. O principal cuidado está em respeitar o período de recuperação indicado após a cirurgia.
Nas primeiras semanas, os tecidos ainda estão em processo de cicatrização e a região operada pode ficar mais sensível. Por isso, a recomendação é evitar esforço físico, pressão sobre as mamas e movimentos que provoquem dor ou desconforto. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica também orienta que as recomendações do cirurgião sejam seguidas durante o período de cicatrização.
A retomada das relações sexuais deve ocorrer somente após a liberação do médico responsável. O período pode variar de acordo com a técnica utilizada, a recuperação de cada paciente e a avaliação feita nas consultas de acompanhamento. Durante a volta à atividade, é importante evitar posições que exerçam pressão excessiva sobre a região operada.
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Além do cuidado com a atividade sexual, o pós-operatório exige atenção a outros movimentos e atividades físicas. Esforços antes da hora podem interferir na cicatrização e, em algumas situações, favorecer alterações na posição da prótese. Por isso, o tempo de recuperação não deve ser encurtado mesmo quando a paciente se sente bem.
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Depois da cicatrização adequada, a tendência é que a prótese permaneça estável. Caso apareçam dor persistente, alteração repentina no formato ou posição das mamas, inchaço ou qualquer mudança inesperada, a orientação é procurar o cirurgião responsável. Cada cirurgia tem particularidades, e somente o profissional que acompanha a paciente pode determinar quando a retomada completa das atividades é segura.