Comercializada ilegalmente na internet e em áreas de fronteira, a retatrutida promete forte perda de peso
A venda clandestina da retatrutida, apontada como a nova geração das canetas para emagrecimento, acendeu um alerta entre as autoridades de saúde. O medicamento já é comercializado ilegalmente no Brasil, apesar de ainda não ter sido aprovado por nenhuma agência reguladora no mundo.
Segundo o G1, as apreensões da substância e de produtos semelhantes ultrapassaram R$ 11 milhões apenas nos três primeiros meses deste ano, valor superior ao registrado durante todo o ano anterior.
A retatrutida ganhou destaque por apresentar resultados promissores em estudos clínicos. Em pesquisas de fase 3, voluntários perderam, em média, 28,3% do peso corporal com as doses mais altas. Em pacientes com obesidade grave, a redução média chegou a 38,5 quilos.
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O medicamento atua em três receptores hormonais ligados ao controle da fome e do gasto energético (GLP-1, GIP e glucagon), o que pode torná-lo mais eficaz do que as canetas atualmente disponíveis.
Apesar dos resultados, a substância ainda não concluiu todas as etapas de testes clínicos e não possui registro em nenhum órgão regulador do mundo. A fabricante informou que só solicitará a aprovação após a conclusão dos estudos de eficácia e segurança.
Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) considera ilegal qualquer produto vendido atualmente com o nome de retatrutida.
Especialistas alertam que medicamentos adquiridos no mercado clandestino podem conter impurezas, doses incorretas ou até substâncias contaminantes. Além disso, o transporte e o armazenamento inadequados podem comprometer a qualidade do produto e provocar danos ao fígado, coração e cérebro.
O uso sem acompanhamento médico também aumenta o risco de complicações graves, como pancreatite, cálculos na vesícula e outros problemas relacionados à perda acelerada de peso.
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A orientação das autoridades é que consumidores não comprem medicamentos sem registro na Anvisa e procurem acompanhamento médico para utilizar apenas tratamentos aprovados e seguros.