Técnica desenvolvida na Holanda permitiu orgasmo em 16 de 18 mulheres operadas para tratar um câncer localizado na região da vulva
Uma nova técnica cirúrgica desenvolvida por pesquisadores da Holanda busca preservar a sensibilidade e a função sexual de mulheres submetidas a cirurgias para tratar o câncer de vulva. O procedimento permite reconstruir o clitóris quando parte do órgão precisa ser retirada para remover o tumor.
O estudo, publicado na revista científica Gynecologic Oncology, apresentou resultados promissores. Entre as 18 mulheres que passaram pela técnica, 16 conseguiram voltar a ter orgasmos clitorianos, o equivalente a 88,9% das pacientes avaliadas.
O método foi desenvolvido por profissionais do Centro Médico da Universidade Radboud e utiliza estruturas nervosas preservadas durante a retirada do tumor. Os cirurgiões reposicionam esse tecido para formar uma nova ponta do clitóris, que é recoberta com um pequeno enxerto retirado da mucosa da boca.
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A reconstrução acrescenta cerca de 15 minutos à cirurgia. No grupo inicial de pacientes, duas mulheres apresentaram complicações relacionadas especificamente ao procedimento. Segundo os pesquisadores, a recuperação da sensibilidade pode levar meses, e os resultados costumam atingir seu melhor nível após aproximadamente um ano.
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O câncer de vulva é um tumor raro que afeta a parte externa dos órgãos genitais femininos. Entre os sinais que merecem atenção estão coceira persistente, alterações na pele, caroços, dor, sangramento e feridas que não cicatrizam. A nova técnica ainda passa por avaliação e acompanhamento clínico para verificar seus efeitos sobre a função sexual e a qualidade de vida das pacientes.