O Amazonas deve receber a maior parte das novas escolas indígenas previstas no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com foco principal na Terra Indígena Yanomami. A iniciativa busca ampliar o acesso à educação em regiões de difícil acesso e atender uma demanda histórica das comunidades locais.
Ao todo, o governo federal destinou cerca de R$ 35 milhões para a construção de unidades escolares voltadas aos povos indígenas Yanomami e Yek’wana. A previsão é de que sejam erguidas oito escolas na região, com capacidade para atender mais de 1,5 mil estudantes.
A maior parte dessas unidades será implantada em território amazonense, em comunidades isoladas, onde o acesso à educação ainda enfrenta desafios logísticos e estruturais. As escolas serão adaptadas à realidade da floresta amazônica e às características culturais dos povos indígenas.
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A escolha das localidades levou em consideração dados do Censo Escolar e critérios definidos pelo Ministério da Educação (MEC) em conjunto com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). As propostas apresentadas pelos estados estão em fase de análise e, após aprovação, seguirão para avaliação técnica antes do início das obras.
A execução ficará sob responsabilidade dos governos estaduais, enquanto o governo federal coordena o financiamento e as diretrizes do projeto. A expectativa é que as novas unidades fortaleçam a educação escolar indígena, respeitando as tradições, línguas e modos de vida das comunidades atendidas.
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A construção de escolas dentro da Terra Yanomami é considerada uma das principais demandas das lideranças indígenas e integra um conjunto de ações voltadas à melhoria das condições de vida na região.