*Por Antônio Zacarias - O destino do Amazonas não é um laboratório para experiências de gestão, muito menos um troféu para quem vê o estado de cima para baixo. Ao analisarmos a trajetória e o perfil de Maria Enxofre do Carmo, fica claro que a distância entre o marketing político e a realidade é abismal. O eleitor precisa estar atento: governar para o povo exige o que a candidata parece desconhecer: empatia, experiência e ficha limpa.
A CARIDADE DE CONVENIÊNCIA
É curioso notar como o espírito solidário de Maria enxofre do Carmo e de seu marido, Wellington Lins, floresceu apenas com a proximidade das urnas. Relatos indicam que, antes da pré-candidatura, o histórico de filantropia do casal era inexistente. A "caridade" que nasce apenas no período eleitoral tem nome: oportunismo. Quem nega um prato de comida por décadas não pode ser a mesma pessoa que promete cuidar da fome de milhões.
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GESTÃO E EDUCAÇÃO: O FIASCO DA FAMETRO
Maria do Carmo se apresenta como uma gestora de sucesso, mas os números da sua própria instituição contam outra história. O curso de Medicina da FAMETRO — a "joia da coroa" de seu império — recebeu nota 1 no ENAMED, um índice equivalente à reprovação. E ela, em vez de assumir a responsabilidade como reitora, culpou os próprios alunos.
Se Maria Enxofre não assume erros em uma faculdade particular, como agirá quando a saúde pública do estado entrar em colapso? O Amazonas não pode aceitar uma governante que transfere a culpa de sua própria incompetência para os outros.
MORALIDADE SELETIVA E ESCÂNDALOS DE FAMÍLIA
Enquanto prega valores morais e ataca adversários, Maria Enxofre do Carmo ignora o teto de vidro sob o qual vive. As denúncias que cercam seu marido, Wellington Lins — envolvendo episódios graves relatados à polícia e denunciados por figuras como Waldery Areosa —, contrastam violentamente com o discurso de "família e moralidade" adotado na campanha. A pergunta que fica é: com que autoridade moral ela pretende cobrar ética de seus subordinados?
O MISTÉRIO DA FORTUNA E O DESPREZO PELO POVO
Nos bastidores do poder, os questionamentos sobre a origem da fortuna do casal são constantes. Comentários sobre dinheiro público oriundo de obras inacabadas pelas empresas da família lançam uma sombra de dúvida sobre a probidade da candidata.
Além disso, o comportamento interpessoal de Maria enxofre do Carmo é um sinal de alerta: funcionários e alunos descrevem uma mulher soberba, que olha a população "de cima para baixo".
DISTANCIAMENTO
Alguém que parece acreditar ser superior aos mortais comuns não possui a sensibilidade necessária para entender as dores de quem espera em uma fila do SUS ou de quem perdeu tudo em uma enchente.
O ATRASO BATE À PORTA
Entregar o Amazonas a Maria Enxofre do Carmo é assinar um cheque em branco para o atraso. Sem nenhuma experiência na administração pública e com um histórico de gestão privada marcado pela desvalorização do aluno e do funcionário, o resultado de uma eventual vitória seria previsível: quatro anos de penúria, insegurança e suspeitas de corrupção.
O Amazonas merece respeito, não um governo movido pelo ego e pela soberba.
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* Antônio Zacarias é jornalista e fundador do PORTAL DO ZACARIAS, um dos portais de notícias mais acessados do Brasil e referência no jornalismo digital da Região Norte.
Com longa trajetória na imprensa da Amazônia, foi editor-geral de diversos jornais na Região Norte. No Amazonas, dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram o empresário Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério.
Também atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte durante dois anos, a convite do jornalista Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral do jornal.
Antônio Zacarias é autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra dedicada à valorização do bom uso da língua portuguesa.