Entidade afirma defesa de prerrogativas profissionais e solicita mudança de regime da advogada, ré em investigação que apura suposta ligação com o PCC.
A Ordem dos Advogados do Brasil – São Paulo (OAB-SP) apresentou um pedido de habeas corpus em apoio à defesa da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, que atualmente está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista.
A entidade solicita que Deolane seja transferida para uma Sala de Estado-Maior ou, alternativamente, para prisão domiciliar. Segundo a OAB-SP, a unidade prisional onde ela se encontra não atenderia aos critérios exigidos pela jurisprudência para o cumprimento adequado desse tipo de custódia.
Em nota, a seccional destacou que sua atuação não envolve o mérito das investigações nem a legalidade da prisão, limitando-se à defesa das prerrogativas da advocacia. A instituição também informou que apura possíveis infrações ético-disciplinares no âmbito do Tribunal de Ética e Disciplina.
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Deolane foi tornada ré após decisão da Justiça de São Paulo, em investigação que apura supostos crimes como lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. As acusações fazem parte de um inquérito que envolve suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, há indícios de que valores milionários teriam circulado por meio de uma transportadora investigada, identificada como “Lado a Lado”, que seria usada como suposto braço financeiro da organização criminosa. Relatórios apontam movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada da investigada.
A denúncia aceita pela Justiça também cita outros nomes, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, além de outros investigados ligados à estrutura da facção.
As investigações começaram em 2019, a partir de apreensões feitas em unidades prisionais que indicaram a existência de comunicações internas do grupo criminoso. A apuração avançou nos anos seguintes até resultar na Operação Lado a Lado, que identificou movimentações financeiras suspeitas e possíveis conexões entre operadores e a rede investigada.
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A defesa e os órgãos envolvidos seguem atuando no processo, que ainda está em andamento na Justiça paulista.