Manifestação em prédio administrativo da universidade reuniu reivindicações por assistência estudantil e ocorreu em meio à greve de alunos.
Uma ocupação realizada por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) no campus Butantã, na zona oeste da capital paulista, terminou na noite desta segunda-feira (8) após a intervenção da Polícia Militar. Segundo relatos dos manifestantes, a ação resultou na detenção de pelo menos dez alunos e deixou alguns participantes feridos.
O protesto teve início por volta das 19h no prédio da Administração Central da universidade, onde funciona a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento. De acordo com os estudantes, a mobilização buscava chamar atenção para demandas relacionadas à permanência estudantil e às condições oferecidas pela instituição.
Entre as principais reivindicações estão o aumento de R$ 300 no valor do Programa de Apoio à Permanência, a suspensão de processos disciplinares e ações judiciais envolvendo estudantes que participaram de mobilizações anteriores, além da revisão de contratos ligados aos serviços de alimentação dos restaurantes universitários.
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Os manifestantes também cobram a retomada do apoio ao transporte de alunos do curso de Pedagogia que participariam do Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia (ENEPe). Segundo eles, o benefício teria sido cancelado após recentes movimentos de protesto dentro da universidade.
Ainda conforme relatos dos estudantes, a desocupação ocorreu cerca de uma hora após o início da ação, com a chegada de equipes da Polícia Militar. Os participantes afirmam que houve confronto durante a retirada dos manifestantes, resultando em ferimentos e no encaminhamento de alguns alunos para delegacias da região.
Até o momento da publicação, nem a USP nem a Polícia Militar haviam divulgado posicionamento oficial sobre a ocorrência ou sobre as alegações apresentadas pelos estudantes.
A ocupação acontece em meio à greve estudantil que mobiliza diversos cursos da universidade desde abril. Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), mais de uma centena de cursos aderiram ao movimento, que reúne alunos de unidades da capital e do interior paulista.
Os estudantes reivindicam melhorias nos programas de permanência, reajuste dos auxílios estudantis, aperfeiçoamento dos serviços oferecidos pelos restaurantes universitários e ampliação das políticas de apoio à comunidade acadêmica. O movimento também manifesta apoio às reivindicações dos servidores da universidade, que pedem reajustes salariais e melhorias nos benefícios.
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A paralisação segue por tempo indeterminado e mantém a mobilização em diferentes campi da instituição.