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OMS afirma que transmissão de hantavírus entre humanos é rara e exige contato muito próximo
Foto: Reproduçao

Segundo representantes da OMS, o vírus não apresenta comportamento semelhante ao da gripe ou da covid-19 em relação à disseminação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a tranquilizar a população sobre os riscos de transmissão do hantavírus entre pessoas. Segundo a entidade, o contágio humano da doença é considerado raro e, quando acontece, normalmente exige contato extremamente próximo e prolongado com indivíduos infectados.

 

O esclarecimento foi feito após o surgimento de suspeitas envolvendo um surto registrado a bordo do cruzeiro MV Hondius, onde passageiros apresentaram sintomas graves relacionados ao hantavírus. A situação chamou atenção das autoridades internacionais de saúde porque parte dos casos pode ter ocorrido sem contato direto conhecido com roedores, principais transmissores da doença.

 

De acordo com o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, a transmissão entre humanos acontece apenas em circunstâncias específicas, geralmente envolvendo convivência muito próxima, exposição à saliva, secreções respiratórias, tosse ou espirros de pessoas contaminadas. O representante explicou que o risco de propagação ampla continua sendo considerado baixo.

 

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A OMS destacou ainda que a principal forma de infecção continua sendo o contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A contaminação costuma ocorrer em locais fechados, depósitos, galpões, áreas rurais e ambientes com infestação de ratos, principalmente quando partículas contaminadas ficam suspensas no ar durante limpezas inadequadas.

 

Especialistas explicam que apenas uma variante específica do vírus, conhecida como cepa Andes, já demonstrou capacidade limitada de transmissão entre humanos. Essa variante circula principalmente em países da América do Sul, como Argentina e Chile, e costuma exigir contato íntimo e prolongado para ocorrer o contágio.

 

No caso do navio investigado pela OMS, autoridades sanitárias avaliam se passageiros podem ter sido contaminados antes do embarque ou durante o período de convivência intensa dentro das cabines da embarcação. Até o momento, sete casos foram identificados, incluindo três mortes relacionadas ao surto.

 

Os sintomas iniciais da hantavirose geralmente incluem febre, dores musculares, cansaço, dor de cabeça, náuseas e problemas gastrointestinais. Em casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, comprometimento pulmonar e falência de órgãos, apresentando alta taxa de mortalidade.

 

Apesar da preocupação internacional, especialistas reforçam que o hantavírus não possui o mesmo potencial de disseminação de doenças respiratórias altamente contagiosas, como a Covid-19. O padrão de transmissão mais restrito reduz significativamente o risco de grandes surtos comunitários.

 

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A recomendação das autoridades sanitárias continua sendo evitar contato com roedores e manter cuidados de higiene em ambientes fechados ou com risco de infestação. A OMS também orienta monitoramento de pessoas que tiveram contato próximo com casos suspeitos, principalmente em situações envolvendo a cepa andina do vírus. 

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