Violência de colonos e forças israelenses deixa dezenas de crianças mortas e feridas desde o início de 2025
A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou o aumento da violência contra crianças palestinas na Cisjordânia ocupada e informou que ao menos 70 menores morreram desde o início de 2025 em operações militares israelenses e ataques promovidos por colonos. O alerta foi feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que classificou a situação como “intolerável”.
De acordo com o porta-voz do Unicef, James Elder, a escalada dos confrontos e das ações militares tem provocado um impacto devastador sobre a população infantil palestina, especialmente em Jerusalém Oriental e em outras áreas da Cisjordânia. Segundo ele, desde janeiro de 2025, ao menos uma criança palestina morreu por semana na região, enquanto cerca de 850 ficaram feridas. A maioria dos casos ocorreu por disparos de munição real.
A ONU também apontou crescimento expressivo nos ataques realizados por colonos israelenses. O órgão afirma que março de 2026 registrou o maior número de palestinos feridos por colonos em pelo menos duas décadas. Entre os episódios relatados estão casos de espancamentos, tiros e agressões contra menores de idade.
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O cenário de violência se agravou após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. Desde então, segundo dados reunidos pela AFP com base em informações da Autoridade Palestina, mais de 1 mil palestinos foram mortos na Cisjordânia. Já Israel afirma que dezenas de israelenses, entre civis e militares, também morreram em ataques no período.
Além das mortes e ferimentos, a ONU denunciou o aumento das demolições de casas, restrições de circulação e dificuldades de acesso a escolas e hospitais. O Unicef informou ainda que mais de 2,5 mil palestinos foram deslocados somente nos primeiros meses deste ano, incluindo cerca de 1,1 mil crianças.
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Outro ponto destacado pelo relatório é o crescimento das detenções de menores palestinos. Segundo o Unicef, 347 crianças da Cisjordânia estão atualmente presas em unidades militares israelenses por supostas infrações de segurança — o maior número registrado nos últimos oito anos.