Uma caixa de Ozempic, fabricada pela Novo Nordisk, em uma farmácia em Londres
A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, vai expirar no Brasil no próximo dia 20 de março. Apesar disso, especialistas afirmam que a expectativa de encontrar versões mais baratas da chamada “caneta emagrecedora” ainda deve demorar para se tornar realidade.
Um dos principais motivos é a questão regulatória. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ainda não autorizou a produção nacional da semaglutida por outras empresas.
Atualmente, existem 14 pedidos de fabricantes interessados em produzir o medicamento no país. Porém, a agência informou que pretende liberar no máximo três autorizações por semestre, o que pode fazer com que o processo se estenda até 2028.
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Outro fator que influencia o cenário é a estratégia da própria fabricante do medicamento, a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. A companhia pretende iniciar a produção das canetas no estado de Minas Gerais, já que atualmente os produtos vendidos no país são importados.
A empresa também avalia recorrer novamente à Justiça para tentar estender a patente do medicamento. O pedido já foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça, mas ainda poderia chegar ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo especialistas ouvidos pela imprensa, no entanto, uma reversão da decisão é considerada improvável, pois poderia afetar todo o sistema de patentes do país.
Mesmo com o fim da patente, analistas do setor afirmam que a concorrência inicial deve ser limitada, o que pode impedir uma queda significativa nos preços no curto prazo.
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O mercado das chamadas canetas emagrecedoras cresceu rapidamente no Brasil e movimentou cerca de R$ 12 bilhões no último ano, com vendas praticamente dobrando em relação ao período anterior. A semaglutida é uma das substâncias mais procuradas atualmente por pacientes que buscam tratamento para diabetes e também para perda de peso.