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Petrobras confirma presença de petróleo na Foz do Amazonas e amplia exploração na região
Foto: Divulgação

Descoberta foi registrada em poço a 175 quilômetros da costa do Amapá, mas estatal afirma que ainda avalia o tamanho e a viabilidade da reserva.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou nesta segunda-feira (17) a descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, durante uma coletiva de imprensa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A confirmação ocorre após a estatal anunciar, na última sexta-feira (14), a identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório na região.

 

Segundo Chambriard, a presença de petróleo já foi comprovada, mas os trabalhos de exploração ainda devem continuar por mais 15 a 20 dias para determinar o tamanho da reserva e avaliar se a extração será economicamente viável.

 

A presidente da Petrobras informou ainda que a empresa pretende perfurar mais três poços na mesma área e outros cinco em blocos próximos para medir o potencial da região.

 

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O petróleo foi identificado por meio da análise de perfis elétricos e amostras de rochas coletadas durante a perfuração do poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), localizado no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A Petrobras detém 100% de participação na área exploratória.

 

HISTÓRICO DE LICENCIAMENTO E CONTROVÉRSIAS

 

A autorização para perfurar o poço foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em outubro de 2025. Desde então, a exploração na Foz do Amazonas tem sido alvo de debates entre representantes do setor energético e especialistas em meio ambiente, que destacam a sensibilidade ecológica da região.

 

Em janeiro de 2026, as operações chegaram a ser interrompidas após um vazamento de fluido de perfuração no mar. O Ibama confirmou o incidente e aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras, informando que a substância continha componentes classificados como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático.

 

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Enquanto as análises avançam, a descoberta representa mais uma etapa da campanha exploratória da estatal na Margem Equatorial, considerada uma das áreas com maior potencial para novas reservas de petróleo no país. 

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