Nome precisa ser aprovado em assembleia de acionistas, que será realizada nesta quarta-feira
A Petrobras indicou sua presidente, Magda Chambriard, para o cargo de presidente do Conselho de Administração da Braskem, informou a empresa em fato relevante nesta quarta-feira. A indicação ocorre uma semana depois de a Novonor (ex-Odebrecht) vender sua fatia na petroquímica e da assinatura de um novo acordo de acionistas que prevê maior influência da Petrobras na gestão da companhia.
Após a operação de venda, a Novonor manteve 4% do capital social da Braskem. A companhia indicou Héctor Nuñez para a vice-presidência do Conselho. Os nomes serão submetidos à assembleia de acionostas nesta quarta-feira. Ao todo, são 11 membros.
Na segunda-feira, 20 de abril, a Novonor anunciou acordo para a venda de sua participação na gigante da indústria petroquímica para a gestora IG4 Capital, especializada em empresas em dificuldades. Valores não foram revelados, mas o negócio envolve R$ 20 bilhões, e o desenho final atendeu ao interesse da Petrobras, sócia da Novonor na Braskem, de ter mais influência na petroquímica.
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Não está claro, porém, como a estatal vai ampliar sua participação na gestão da Braskem. Poucos dias após a venda da fatia da Novonor, a IG4 Capital e a Petrobras assinaram novo acordo de acionistas que prevê controle compartihado entre as duas empresas.
A IG4, agora, detém 50,1% do capital votante da Braskem. A Petrobras, por sua vez, manteve seus 47% das ações com direito a voto. O restante está em negociação no mercado.
MAIS INDICAÇÕES PARA O CONSELHO
Segundo a estatal, o acordo com a IG4 inclui a obrigação de obtenção de consenso entre as partes em todas as deliberações do Conselho de Administração e da assembleia geral de acionistas. A Petrobras terá ainda o direito de indicar número igual de membros para o conselho e para a diretoria em relação ao novo sócio.
Até então, dos 11 membros do Conselho de Administração, a Petrobras tinha apenas três cadeiras. Além disso, a estatal não tinha participação na gestão da Braskem, o que vinha contribuindo, nos últimos anos, para o desgaste entre as empresas.
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Com prejuízo líquido de R$ 11 bilhões em 2025 e uma dívida total de US$ 9,4 bilhões (R$ 47 bilhões), a Braskem enfrenta dificuldades financeiras e está à beira de pedir proteção contra credores. Ainda assim, a IG4 Capital garantiu que “um novo plano de reestruturação” da companhia “será apresentado pela nova diretoria executiva tão logo assuma suas funções.”