NOTÍCIAS
Geral
PF mira gestora da Faria Lima em investigação sobre suposto esquema milionário ligado a Mauro Mendes
Foto: Divulgação

Operação apura uso de fundos de investimento para ocultar recursos de acordo firmado entre o governo de Mato Grosso e a Oi; empresa nega irregularidades.

A Polícia Federal ampliou as investigações sobre um suposto esquema de ocultação de recursos relacionados a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. Nesta quinta-feira (6), agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na sede da gestora Planner, localizada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, considerada um dos principais centros financeiros do país.

 

Segundo a investigação, dois Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), denominados Golden Bird e Rhodes, teriam sido utilizados para movimentar e dificultar o rastreamento de valores que estariam ligados ao ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

De acordo com a PF, o fundo Golden Bird foi criado em 2018 e, inicialmente, administrado pela Sefer Investimentos, empresa que posteriormente foi liquidada pelo Banco Central. Os investigadores apontam que, em seguida, o fundo teria passado a ser administrado pela Planner, além de integrar uma complexa cadeia de investimentos destinada a dificultar a identificação dos beneficiários finais dos recursos.

 

Veja também 

 

Contas de luz disparam em Manaus e moradores denunciam cobranças abusivas

 

STJ vai analisar pedido para que Alexandre Nardoni e Anna Jatobá retornem ao regime fechado

 

As investigações também citam o fundo Rhodes, criado em 2024, que faria parte da mesma estrutura financeira. Os dois fundos tiveram bens e valores bloqueados por determinação judicial.

 

Em nota, a Planner contestou as informações apresentadas pela Polícia Federal. A empresa afirmou que jamais administrou o fundo Golden Bird e informou que renunciou à administração do Rhodes FIDC. A gestora declarou ainda que prestou todos os esclarecimentos solicitados pelas autoridades e indicou as instituições responsáveis pela administração dos fundos mencionados.

 

COMO TERIA FUNCIONADO O ESQUEMA

 

Segundo a apuração da PF, a origem do caso remonta a 2009, quando o Governo de Mato Grosso cobrou da operadora Oi uma dívida superior a R$ 500 milhões referente ao ICMS. Após mudanças no entendimento jurídico, foi firmado um acordo entre o Estado e a empresa.

 

As investigações apontam que direitos creditórios avaliados em R$ 389,9 milhões foram adquiridos por um escritório de advocacia por aproximadamente R$ 80 milhões. Posteriormente, o Estado teria aceitado pagar R$ 308,1 milhões pelos mesmos ativos, gerando uma diferença de cerca de R$ 200 milhões, que, conforme a Polícia Federal, teria sido distribuída por meio de uma rede de fundos de investimento.,

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram

 

A PF sustenta que parte dessa estrutura teria beneficiado pessoas ligadas ao ex-governador Mauro Mendes e ao deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), atual candidato a vice-governador de Mato Grosso. Os fatos seguem sob investigação, e os citados poderão apresentar defesa no decorrer do processo. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.