Aliado de Lula, senador perdeu o apoio da federação União-PP, que apoia Flávio Bolsonaro. Alcolumbre segurou pedidos de impeachment
A federação formada pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil deve deixar de apoiar a recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado. O afastamento ocorre em meio às divergências políticas envolvendo a disputa presidencial de 2026, já que as lideranças das duas siglas apoiam Flávio Bolsonaro (PL), enquanto Alcolumbre mantém aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Preocupado com a possibilidade de perder o comando da Casa em fevereiro de 2027, Alcolumbre tem buscado ampliar sua base de apoio entre os senadores. Entre as estratégias atribuídas ao parlamentar está a negociação de espaços políticos, como gabinetes considerados privilegiados e presidências de comissões, que têm papel importante na análise de projetos antes de serem levados ao plenário.
A federação União Progressista deverá iniciar a próxima legislatura com 12 senadores, sendo seis do PP e seis do União Brasil, considerando os parlamentares com mandato até 2031. Sem o respaldo formal das legendas, Alcolumbre poderá tentar permanecer no cargo por meio de uma candidatura independente, mas enfrentará o desafio de conquistar votos suficientes para garantir a reeleição.
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Nas últimas semanas, o presidente do Senado tomou decisões que repercutiram no cenário político. Ele colocou em discussão a proposta de encerramento da escala de trabalho 6x1 e retirou de pauta a PEC da Segurança Pública em meio ao impasse sobre a redução da maioridade penal. As movimentações foram interpretadas como favoráveis à agenda do governo Lula, enquanto setores da oposição defendiam mudanças mais rígidas na legislação penal.
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O distanciamento entre Alcolumbre e a federação também amplia as incertezas sobre a futura composição do comando do Senado. A eleição está prevista para fevereiro de 2027 e dependerá da articulação entre os partidos e da capacidade dos candidatos de reunir apoio parlamentar. Até lá, as negociações devem continuar, com reflexos sobre a relação entre o Congresso, o governo federal e o Supremo Tribunal Federal.