Empresa afirma que recebeu os valores previstos no acordo e diz que análise da CVM não identificou irregularidades em sua atuação
A Prada Assessoria se pronunciou após o encerramento da disputa judicial envolvendo a apresentadora Fernanda Lima. Em nota enviada à coluna Fábia Oliveira, a empresa confirmou que as partes chegaram a um acordo, posteriormente homologado pela Justiça de São Paulo.
Segundo a Prada, a ação havia sido movida pela empresa na condição de credora para cobrar valores previstos em contrato por serviços que já haviam sido prestados à cliente.
“As partes chegaram a um acordo, homologado pela Justiça no fim de julho, e o processo foi encerrado com o pagamento à Prada”, informou a empresa.
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A assessoria também comentou a reclamação apresentada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com a Prada, o procedimento foi arquivado após a área de supervisão do órgão concluir que não havia elementos suficientes para apontar irregularidades em sua atuação como gestora.
A empresa afirmou ainda que, por questões de confidencialidade, não divulga detalhes de relacionamentos mantidos com clientes, sejam atuais ou antigos.
A disputa entre Fernanda Lima e a Prada Assessoria chegou oficialmente ao fim após as partes comunicarem à Justiça, em 30 de julho, que haviam firmado um acordo.
Segundo documentos obtidos pela coluna, Fernanda se comprometeu a pagar aproximadamente R$ 91 mil à Prada. Outros cerca de R$ 28 mil seriam destinados ao BVZ Advogados, escritório que representava a empresa no processo.
No dia seguinte, 31 de julho, o juiz Fábio de Souza Pimenta homologou o acordo e reconheceu a validade dos termos definidos entre as partes.
Com a homologação, as duas ações relacionadas ao caso deverão ser encerradas após o cumprimento das obrigações estabelecidas no acordo.
ENTENDA A DISPUTA
A Prada Assessoria havia recorrido à Justiça para cobrar cerca de R$ 106 mil de Fernanda Lima. O valor estava relacionado ao encerramento de um contrato de gestão financeira e planejamento patrimonial.
A empresa alegava que a apresentadora teria encerrado o contrato sem justificativa e deixado de pagar valores referentes aos serviços de encerramento da relação contratual, conhecidos como offboarding.
Fernanda contestou a cobrança e afirmou ter identificado problemas de transparência e possíveis irregularidades nos investimentos realizados durante o período em que os serviços foram prestados.
Na defesa, a apresentadora também questionou aplicações que, segundo ela, apresentavam riscos elevados e não seriam compatíveis com seu perfil de investidora.
Fernanda apresentou Embargos à Execução para contestar a cobrança e solicitou a suspensão das medidas, além de proteção contra eventuais bloqueios ou penhoras de patrimônio.
Durante o processo, a Justiça chegou a determinar a realização de uma perícia para avaliar os serviços prestados, os investimentos realizados, possíveis prejuízos e as circunstâncias que levaram ao encerramento do contrato.
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Com o acordo homologado, a disputa judicial entre as partes caminha para o encerramento definitivo.