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Política no Amazonas
Prefeito de Caapiranga viaja à Colômbia sem avisar câmara nem vice e afronta autoridades em meio a risco de cassação
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

O município de Caapiranga, no interior do Amazonas, vive um dos momentos mais turbulentos de sua história política. Em meio a denúncias, instabilidade administrativa e um processo que pode culminar na cassação do mandato, o prefeito conhecido como “Matulinho Brás” teria realizado uma viagem internacional à Colômbia sem comunicar oficialmente a Câmara Municipal e nem o vice-prefeito, como determina a legislação.

 

A viagem, mantida longe de qualquer divulgação oficial, causou revolta, desconfiança e indignação entre moradores e lideranças políticas do município. A ausência de informações claras levanta questionamentos graves sobre a legalidade do deslocamento e o possível uso de recursos públicos.

 

Informações que circulam em Caapiranga apontam que o prefeito não teria viajado sozinho. Uma suposta comitiva, formada por empresários e pessoas ligadas à administração municipal, também teria participado da viagem. Caso os fatos sejam confirmados, o episódio pode configurar irregularidades administrativas e exigir apuração rigorosa dos órgãos de controle.

 

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Enquanto o chefe do Executivo estaria fora do país, Caapiranga enfrenta problemas sérios e recorrentes, entre eles:

• saúde pública em situação precária;

• dificuldades estruturais na educação;

• abastecimento de água com qualidade questionável;

• relatos de atrasos salariais de servidores;

• infraestrutura urbana deteriorada;

• e ausência de respostas do poder público.

 

Para lideranças políticas locais, a postura do prefeito demonstra desprezo pelas instituições e pelas autoridades de fiscalização. Em meio a indícios de um processo de cassação em andamento, a atitude é vista como uma tentativa de ignorar ou minimizar a atuação da Justiça Eleitoral, do Ministério Público e do Tribunal de Contas, soando como uma afronta direta às autoridades e à população.

 

Especialistas em direito público ouvidos de forma preliminar destacam que a ausência do prefeito do município sem autorização legislativa pode caracterizar infração político-administrativa, a depender do que prevê a Lei Orgânica Municipal e da forma como a viagem foi custeada.

 

Diante da gravidade da situação, cresce a pressão para que o Ministério Público Eleitoral (MPE), o Ministério Público do Amazonas (MPAM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) apurem o caso.

 

A população cobra respostas imediatas:

-  qual foi o real objetivo da viagem?

-  quem pagou as despesas?

- houve uso de dinheiro público?

- por que a Câmara Municipal e o vice-prefeito não foram comunicados?

 

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Em meio à crise política e administrativa, a falta de transparência apenas aprofunda a desconfiança. Em Caapiranga, a pergunta que ecoa nas ruas é direta e inevitável: o prefeito governa para o povo ou desafia abertamente as autoridades?

 

 

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