Masoud Pezeshkian discursou no 2º dia na Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira (23). Iraniano respondeu a críticas de Donald Trump. Também disse que questões nucleares não serão resolvidas no campo de batalha e afirmou que Teerã não vê vizinhos como
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discursou nesta quarta-feira (23) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em um dos momentos mais delicados da relação entre Teerã e Washington. A fala ocorreu um dia depois de Donald Trump utilizar o mesmo palco para ameaçar o Irã e defender o isolamento econômico do país.
Durante o discurso, Pezeshkian afirmou que os iranianos são vítimas de terrorismo e rejeitou a possibilidade de o país se render diante da pressão militar dos Estados Unidos. O presidente também apresentou imagens do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e de crianças mortas durante o conflito.
A participação do presidente iraniano ocorre em meio a uma guerra que já dura meses e às ameaças de uma nova escalada militar. Na terça-feira (22), Trump declarou na ONU que poderia “aniquilar” a República Islâmica caso não fosse alcançado um acordo de paz, além de pedir que outros países pressionassem economicamente Teerã.
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Apesar do confronto, o governo iraniano mantém sinais de disposição para negociações. Antes do discurso, autoridades do país afirmaram que Teerã poderia reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias caso os Estados Unidos reduzissem a pressão militar e suspendessem o bloqueio aos portos iranianos. A proposta foi transmitida a Washington por meio de mediadores.
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O discurso de Pezeshkian ocorre durante a 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, cuja semana de alto nível reúne chefes de Estado e de governo em Nova York entre 22 e 29 de setembro. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está previsto para discursar na quinta-feira (24), mantendo o conflito no Oriente Médio entre os principais temas da reunião.