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PT e aliados de Lula criticam Banco Central após Copom interromper redução dos juros
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de interromper o ciclo de redução da taxa Selic provocou uma onda de críticas entre integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na quarta-feira (4), o Banco Central manteve os juros básicos em 13,75% ao ano, justificando a decisão pelas incertezas relacionadas às contas públicas e pelas pressões inflacionárias no curto prazo.

 

Entre os críticos está o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, que acusou o Banco Central de ceder às pressões do mercado financeiro. O parlamentar questionou a mudança nas expectativas dos investidores após a vitória de Lula nas eleições e afirmou que a interrupção dos cortes representa uma decisão contrária aos interesses da população.

 

Dentro do PT, também ganhou força a defesa de que Lula indique diretores do Banco Central mais favoráveis à redução dos juros. O partido chegou a apoiar uma proposta do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, que prevê reduzir a Selic para 7,5% ao ano em um período de 12 meses. A ideia, porém, recebeu críticas de economistas, que apontaram riscos e destacaram que o modelo nunca foi testado em outros países.

 

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Enquanto as críticas aumentam, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, trabalha na elaboração de medidas para garantir o cumprimento das metas fiscais. A previsão para o próximo ano é alcançar um superávit primário equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). As propostas devem ser apresentadas a Lula e incluem alternativas para controlar o crescimento das despesas sem comprometer os programas sociais mantidos pelo governo.

 

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A discussão ocorre em meio à pressão por uma definição mais clara sobre os rumos da política econômica. Lula deve fazer um pronunciamento no próximo domingo (8), no qual pretende reafirmar o compromisso com a responsabilidade fiscal e garantir que não haverá cortes nos programas sociais. Apesar das críticas de integrantes do partido, interlocutores do presidente afirmam que ele não pretende indicar nomes para o Banco Central apenas por serem favoráveis à redução dos juros, evitando novos atritos com investidores e questionamentos sobre a autonomia da instituição. 

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