Expectativas são divulgadas toda semana pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras. Recorte de agora faz referência à semana passada
O mercado financeiro passou a projetar inflação mais alta e juros elevados no Brasil após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As novas estimativas foram divulgadas nesta terça-feira (3), no Relatório Focus, do Banco Central, e representam a primeira rodada de expectativas que considera as respostas dos analistas após o resultado do segundo turno, realizado em 25 de outubro.
A previsão para o IPCA, índice oficial de inflação, em 2026 subiu de 5,19% para 5,22%, ficando acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%. Para 2027, a estimativa também avançou, passando de 4,34% para 4,76%. As projeções para 2028 e 2029 chegaram a 4% e 3,98%, respectivamente.
As expectativas para a taxa básica de juros, a Selic, também foram revistas. Para o fim de 2026, os economistas passaram a estimar 13,5%, contra 13,25% na semana anterior. A previsão para 2027 subiu de 11,75% para 12,5%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 também registraram alta.
Veja também

TCE-AM inicia auditoria nas contas da Amazonprev referentes a 2025
Primeira parcela do 13º salário deve ser paga até 30 de novembro; veja quem tem direito
O levantamento ainda apontou uma redução nas perspectivas de crescimento da economia. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,80% para 1,76% em 2026 e de 1,31% para 1,20% em 2027. Já a estimativa para o dólar no fim deste ano passou de R$ 5,05 para R$ 5,34, indicando maior cautela dos analistas em relação ao cenário econômico.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A divulgação ocorre em meio à reação dos mercados ao resultado eleitoral e à expectativa sobre os próximos passos da política econômica do governo. O Banco Central também se prepara para anunciar, nesta quarta-feira (4), a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic. As projeções do Focus representam a avaliação dos analistas consultados pela instituição e não decisões já tomadas pelo governo ou pelo Banco Central.