O ex-candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, rebateu as declarações do empresário Pablo Marçal, que o comparou ao ditador nazista Adolf Hitler durante uma entrevista ao podcast IronTalks TV, na segunda-feira (19). A discussão ganhou repercussão em meio à disputa do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Durante a entrevista, Marçal afirmou que Renan teria um “perfil do Hitler absurdo” e criticou o comportamento de seus apoiadores. O empresário, que atua como estrategista da campanha de Flávio Bolsonaro, fez as declarações ao explicar por que não pretendia suavizar as críticas ao ex-presidenciável na tentativa de obter seu apoio eleitoral.
Na terça-feira (20), Renan respondeu nas redes sociais com ironias direcionadas a Marçal, a quem chamou de “futuro ministro da Prosperidade”, em referência a uma proposta de Flávio Bolsonaro. O ex-candidato também questionou a estratégia adotada pela campanha e afirmou que a comparação feita pelo empresário associava seus eleitores ao nazismo.
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Renan ainda criticou Flávio Bolsonaro e integrantes de sua campanha, classificando a atuação do grupo como preocupante. Em suas manifestações, o ex-presidenciável afirmou temer que ele e seus apoiadores enfrentem perseguição política caso o senador vença a eleição. A declaração foi apresentada como uma previsão de Renan, sem que isso represente a confirmação de que haverá perseguição.
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O episódio ampliou o clima de tensão entre os grupos políticos na reta final da disputa presidencial. A troca de acusações ocorre em meio às tentativas de Flávio Bolsonaro de conquistar apoio de outros setores da direita, enquanto Renan Santos mantém críticas à campanha do senador e ainda não definiu publicamente uma posição de apoio para o segundo turno.
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