Moscou diz que ofensiva atingiu diversas regiões do país, enquanto troca de prisioneiros entre russos e ucranianos avança em meio à escalada do conflito.
A Rússia informou nesta sexta-feira (26) que neutralizou 660 drones lançados pela Ucrânia durante a madrugada, classificando a ação como a maior ofensiva aérea com veículos não tripulados realizada por Kiev contra território russo neste ano.
Segundo o Ministério da Defesa russo, os drones foram abatidos em diversas regiões do país, incluindo Belgorod, Bryansk, Kursk, Oryol, Kaluga, Lipetsk, Rostov, Voronezh, Tula, Ryazan, Astrakhan, nos arredores de Moscou, além da Crimeia e das áreas sobre os mares Negro e de Azov.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que 47 drones foram destruídos nas proximidades da capital. Outros equipamentos foram interceptados nas regiões de Kaluga e Rostov. Equipes de emergência foram mobilizadas para atender ocorrências causadas pela queda de destroços, mas, segundo as autoridades, não houve registro de vítimas em Moscou.
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Na região de Tula, localizada cerca de 180 quilômetros ao sul da capital, o governador Dmitry Milyayev afirmou que uma instalação industrial em Novomoskovsk e uma linha de transmissão de energia sofreram danos durante a ofensiva. Uma mulher ficou ferida após os destroços atingirem uma residência no distrito de Shchekino.
Canais russos e ucranianos na plataforma Telegram identificaram a instalação atingida como a fábrica química Azot, considerada estratégica pela Ucrânia por produzir insumos utilizados na fabricação de explosivos. A unidade é uma das maiores fabricantes russas de amônia e fertilizantes nitrogenados e já havia sido alvo de ataques anteriormente.
Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou operações de longo alcance contra infraestrutura russa, concentrando ataques em refinarias de petróleo, terminais de combustíveis, portos e instalações ligadas aos setores energético e de defesa. Segundo Kiev, a estratégia busca reduzir a capacidade logística e financeira da Rússia para manter a guerra.
Apesar da escalada militar, os dois países realizaram nesta sexta-feira uma nova troca de prisioneiros de guerra. O Ministério da Defesa da Rússia informou que 160 militares russos foram libertados e encaminhados para Belarus, onde receberão atendimento médico e psicológico antes de retornarem ao país.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também confirmou o retorno de 160 soldados ucranianos, a maioria capturada em 2022 durante combates em Mariupol, Zaporizhzhia, Kiev e Sumy.
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A troca integra o acordo firmado entre Moscou e Kiev em maio, que prevê a libertação gradual de até mil prisioneiros de cada lado, mesmo diante da continuidade dos confrontos no campo de batalha.