Projétil Bulava foi disparado no mar de Okhotsk e seguiu até uma área de testes no norte da Rússia; governo afirma que o exercício foi concluído conforme o planejado.
A Rússia anunciou, na quarta-feira (28), o teste de um míssil balístico intercontinental com capacidade para transportar ogivas nucleares. O lançamento foi realizado a partir de um submarino nuclear submerso no mar de Okhotsk, no extremo leste do país, com destino a uma área de testes na região de Arkhangelsk, no norte do território russo.
O armamento utilizado foi o Bulava, desenvolvido para ser lançado por submarinos nucleares estratégicos. Segundo o Ministério da Defesa russo, o exercício foi conduzido pela tripulação do submarino Generalissimus Suvorov, que integra a Frota do Pacífico da Marinha do país.
As autoridades militares divulgaram imagens do lançamento e afirmaram que as ogivas de treinamento atingiram a área prevista dentro do período estabelecido. O governo russo classificou o exercício como bem-sucedido, mas os resultados divulgados não foram verificados de forma independente.
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O Bulava, também conhecido pelas designações R-30 e RSM-56, possui alcance intercontinental e foi projetado para transportar ogivas nucleares. A realização do teste, porém, não significa que uma carga nuclear tenha sido utilizada, uma vez que o exercício foi anunciado como parte do treinamento militar russo.
O submarino Generalissimus Suvorov pertence à classe Borei-A, utilizada pela Marinha russa em operações estratégicas. Incorporada à frota em dezembro de 2022, a embarcação tem capacidade para transportar até 16 mísseis Bulava, ampliando as possibilidades de lançamento a partir do mar.
Testes desse tipo permitem às Forças Armadas avaliar os sistemas de lançamento e a capacidade operacional dos armamentos estratégicos. Os mísseis balísticos lançados de submarinos também integram a chamada dissuasão nuclear, baseada na capacidade de um país responder a um eventual ataque com armamentos de grande poder destrutivo.
O lançamento ocorre em meio às tensões entre Moscou e países ocidentais, intensificadas pela guerra na Ucrânia e pelas disputas sobre a segurança europeia. Nesse cenário, exercícios envolvendo armamentos estratégicos são acompanhados internacionalmente devido às possíveis consequências militares e diplomáticas.
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Embora a Rússia tenha apresentado o teste como parte de seu programa de treinamento, a demonstração das capacidades do Bulava reforça a importância do arsenal nuclear na estratégia de defesa do país. O episódio também mantém em evidência as preocupações internacionais com a segurança e o risco de escalada em períodos de tensão geopolítica.