O vereador de Manaus e deputado federal eleito Alexandre da Silva Salazar, conhecido como Sargento Salazar (PL), foi transferido para a reserva remunerada da Polícia Militar do Amazonas aos 43 anos, após mais de duas décadas de serviço na corporação. A mudança foi oficializada em abril de 2026, por decreto do governo estadual, após sua eleição para um cargo público.
A passagem para a reserva ocorre em meio à repercussão de seu histórico judicial. Levantamentos publicados em outubro de 2026 apontam que Salazar respondeu a diversos procedimentos criminais e militares desde 2009, incluindo processos relacionados a acusações de homicídio, lesão corporal, concussão e abuso de autoridade. É importante destacar que responder a um processo não significa ter sido condenado.
Entre os casos de maior repercussão está a investigação sobre a morte de Felipe Kevin de Oliveira Costa, em junho de 2019, durante uma ocorrência envolvendo uma perseguição após um suposto roubo. O Ministério Público do Amazonas apresentou denúncia contra Salazar em 2024. A defesa do policial afirmou que ele agiu dentro da lei e contestou acusações relacionadas à sua atuação.
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O histórico também inclui procedimentos por abuso de autoridade. Segundo informações divulgadas sobre os registros judiciais, uma ação penal militar acusa Salazar de constranger um homem em situação de rua. A denúncia foi recebida pela Justiça em fevereiro de 2025, e o processo seguia em andamento, sem condenação definitiva, conforme o levantamento publicado em outubro deste ano.
A transferência para a reserva remunerada não equivale à expulsão da Polícia Militar. Trata-se de uma modalidade de inatividade prevista na legislação específica dos militares estaduais. No caso de Salazar, o decreto estadual estabeleceu proventos mensais de aproximadamente R$ 5,9 mil, conforme os dados divulgados sobre o ato administrativo.
Foto: Reprodução
Salazar foi eleito deputado federal pelo Amazonas nas eleições de outubro de 2026, após exercer mandato de vereador em Manaus. A mudança de situação funcional na PM ocorreu antes da eleição federal, e os processos judiciais citados continuam sujeitos às decisões das instâncias competentes.
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O caso voltou a ganhar atenção pública pela combinação entre a transferência para a reserva em idade relativamente jovem e o histórico de processos judiciais envolvendo o parlamentar. Os desfechos das ações, porém, são distintos: há registros de absolvições, arquivamentos, prescrições e processos ainda em andamento. Portanto, as acusações devem ser diferenciadas das decisões judiciais já tomadas.