Pesquisa publicada na Nature testou a substância, usada em remédios contra obesidade, em camundongos idosas e animais que usaram o medicamento viveram 12% mais
A semaglutida, princípio ativo presente em medicamentos usados no tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade, pode ter efeitos relacionados ao envelhecimento saudável, segundo um novo estudo realizado em camundongos. A pesquisa indica que o medicamento foi capaz de retardar sinais associados ao envelhecimento e prolongar a vida de animais idosos.
Os pesquisadores observaram mudanças em diferentes mecanismos ligados ao processo de envelhecimento nos camundongos tratados com semaglutida. O resultado aumenta o interesse científico pelos medicamentos que atuam sobre o receptor do GLP-1, já conhecidos pelos efeitos sobre o controle da glicose, redução do peso e metabolismo.
A hipótese é que parte dos efeitos esteja relacionada à redução da inflamação e à melhora de alterações metabólicas associadas ao envelhecimento. Os medicamentos da classe também vêm sendo estudados por possíveis impactos sobre doenças cardiovasculares, metabólicas e outros problemas relacionados à idade.
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Apesar dos resultados considerados promissores, os pesquisadores ressaltam que ainda não é possível afirmar que a semaglutida tenha efeito antienvelhecimento em seres humanos. Estudos realizados em animais servem como etapa inicial da pesquisa e precisam ser acompanhados por testes clínicos que avaliem segurança, eficácia e possíveis benefícios em pessoas.
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A descoberta abre uma nova frente de investigação sobre o potencial dos medicamentos à base de GLP-1 além do tratamento da obesidade e da diabetes. Por enquanto, porém, a semaglutida não deve ser utilizada com o objetivo de prolongar a vida ou retardar o envelhecimento sem indicação médica.