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Senado aprova fim da escala 6x1 com 75 votos favoráveis e apenas um contrário
Foto: Reprodução

Nos dois turnos, foram 75 votos a favor e 1 contra, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). PEC reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial

O Senado Federal aprovou, na quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O texto recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos de votação, demonstrando amplo apoio entre os parlamentares. A proposta prevê mudanças na jornada semanal e busca garantir mais tempo de descanso aos trabalhadores brasileiros.


A PEC 221/2019 estabelece a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. A mudança pretende substituir o modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa apenas um, formato adotado em diferentes setores da economia.


Entre os senadores que apoiaram a proposta está Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que votou a favor nas duas etapas. Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único parlamentar contrário. Com a aprovação no Senado, o texto segue para a etapa de promulgação pelo Congresso Nacional, conforme os procedimentos previstos para uma emenda constitucional.

 

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COMO FUNCIONARÁ A MUDANÇA


A proposta prevê que a redução da jornada seja implementada de maneira gradual. Conforme o texto aprovado, o limite semanal cairá para 42 horas após dois meses da promulgação e chegará a 40 horas depois de um ano.


O período de transição foi previsto para permitir que empresas e empregadores reorganizem escalas, horários e equipes. A redução da jornada deverá ocorrer sem corte salarial, mantendo a remuneração dos trabalhadores abrangidos pela nova regra.


COMO VOTARAM OS SENADORES


A votação reuniu parlamentares de diferentes partidos e posições políticas. Nos dois turnos, foram registrados 75 votos favoráveis e um contrário. Para aprovar uma proposta de emenda à Constituição, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno no Senado.
Flávio Bolsonaro apoiou o texto nas duas votações. Sergio Moro (PL-PR) registrou presença, mas não votou, enquanto Ciro Nogueira (PP-PI), ausente no primeiro turno, participou da segunda votação e foi favorável à proposta.

 

Escala 6x1: como votaram os senadores no 1º turno — Foto: Arte/g1


QUEM VOTOU CONTRA


Hamilton Mourão foi o único senador a votar contra a PEC nas duas etapas. O resultado ficou muito acima do mínimo constitucional exigido para a aprovação, consolidando o apoio expressivo ao texto dentro do Senado.

 

INTERVIEW Brazil's Vice President, Hamilton Mourão | eixos

Foto: Reprodução


A votação também reuniu parlamentares de diferentes legendas, indicando que a discussão sobre a jornada de trabalho ultrapassou as divisões partidárias presentes em outros temas do Congresso.


O QUE MUDA PARA OS TRABALHADORES


A principal alteração prevista é a redução do limite semanal de trabalho, acompanhada da garantia de dois dias de descanso remunerado. A mudança poderá afetar trabalhadores de setores como comércio, serviços e indústria, nos quais diferentes formatos de escala são utilizados.
A reorganização das jornadas poderá exigir ajustes nas equipes, nos horários de funcionamento e na distribuição das folgas. Os efeitos dependerão das regras finais e das características de cada atividade profissional.


PRÓXIMOS PASSOS


Após a aprovação nos dois turnos, a proposta segue para a etapa de promulgação pelo Congresso Nacional. Esse procedimento é necessário para que o texto passe a integrar a Constituição, conforme as regras aplicáveis às emendas constitucionais.

 

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A implementação não ocorrerá de forma imediata, pois o texto prevê um período de transição. Caso seja promulgada nos termos aprovados, a mudança reduzirá gradualmente a jornada máxima semanal e ampliará o tempo de descanso previsto para os trabalhadores abrangidos pela nova regra. 

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