Romário e Zequinha Marinho pediram a retirada das assinaturas após críticas nas redes por entidades e governistas
A disputa em torno do fim da escala 6x1 ganhou mais um capítulo nos bastidores de Brasília. O Senado Federal decidiu não aceitar os pedidos de retirada de assinaturas feitos por parlamentares que haviam apoiado uma proposta alternativa à PEC aprovada pela Câmara dos Deputados. Com isso, o texto segue oficialmente em tramitação na Casa.
A proposta alternativa, apresentada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), ficou conhecida entre apoiadores como "PEC da Liberdade". Diferentemente da PEC aprovada pelos deputados, ela não extingue a escala 6x1 nem reduz a jornada semanal para 40 horas. O texto prevê um modelo de contratação mais flexível, baseado em horas trabalhadas e acordos individuais entre empregadores e trabalhadores.
Nos últimos dias, senadores como Romário, Zequinha Marinho e Cleitinho anunciaram publicamente a retirada de apoio à proposta após forte pressão de sindicatos e de usuários nas redes sociais. Mesmo assim, a Mesa do Senado entendeu que, após o protocolo da PEC, as assinaturas não poderiam mais ser retiradas para invalidar sua apresentação.
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A decisão mantém viva a chamada PEC alternativa e amplia a disputa política em torno da jornada de trabalho no Brasil. Enquanto a proposta aprovada pela Câmara reduz a carga semanal de 44 para 40 horas sem corte salarial, o texto da oposição aposta na flexibilização das relações trabalhistas e na negociação direta entre patrões e empregados.
Nos bastidores, governistas e oposicionistas travam uma verdadeira queda de braço para definir qual proposta terá prioridade nas discussões do Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, já sinalizou que o tema não será analisado de forma acelerada e deverá passar por amplo debate antes de chegar ao plenário.
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Com a manutenção da PEC alternativa e a chegada da proposta aprovada pela Câmara, o Senado se transforma no principal palco de uma das discussões trabalhistas mais importantes dos últimos anos. O resultado poderá impactar diretamente a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros.