Mesmo após a detenção do dono do banco Master, ainda há na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) expectativa de que o depoimento possa ocorrer
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado pretende ouvir Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na manhã desta terça-feira (10), em audiência pública. A reunião está marcada para as 10h.
Nesta segunda-feira (9), a comissão ainda aguardava a confirmação do comparecimento do empresário, que está preso desde a última quarta-feira (4).
Vorcaro foi detido pela Polícia Federal (PF), na terceira fase da Operação Compliance Zero e está na Penitenciária Federal de Brasília.
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Antes da prisão, segundo afirmou o presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB), o próprio banqueiro havia solicitado a oportunidade de falar aos parlamentares.
Calheiros disse que Vorcaro estava disposto a prestar esclarecimentos no CAE, no entanto, o banqueiro já desmarcou a presença na comissão inicialmente prevista para o início do mês, na terça-feira (3).
Também faltou às convocações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Até então, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tinha decidido pelo comparecimento facultativo de Vorcaro.
Mesmo após a detenção de Vorcaro, ainda há no Congresso a expectativa de que o depoimento possa ocorrer. Mas a autorização deve sair do Supremo Tribunal Federal (STF).
O banqueiro é investigado no caso Banco Master, que mobiliza autoridades financeiras e órgãos de investigação e já se tornou um dos principais focos de tensão política em Brasília.
GRUPO DE TRABALHO
A CAE possui, desde fevereiro, um grupo de trabalho destinado a acompanhar as investigações sobre as fraudes financeiras do banco Master.
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O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Carlos Uzeda Accioly, explicou ao grupo que o Master e outros gestores financeiros, entre eles o banqueiro Daniel Vorcaro, superdimensionaram ativos para manter uma aparência de solidez que o banco não possuía.