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Serviço Geológico alerta para risco de seca severa no Rio Negro durante a vazante de 2026
Foto: Divulgação

Projeções indicam que o Rio Negro pode registrar um dos menores níveis dos últimos anos caso o cenário climático se mantenha desfavorável.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou um novo boletim apontando que o Rio Negro, em Manaus, pode enfrentar uma vazante intensa em 2026, com possibilidade de atingir níveis próximos aos registrados durante as secas históricas dos últimos anos. A projeção considera o comportamento atual do rio e o histórico hidrológico da região.

 

Segundo dados do Porto de Manaus, nesta terça-feira (30), o Rio Negro marcou 28,50 metros, apresentando estabilidade, com recuo de apenas um centímetro nas últimas medições. Apesar do nível ainda elevado, especialistas alertam que a tendência para os próximos meses dependerá diretamente do comportamento das chuvas na Amazônia.

 

Com base em informações coletadas entre 1903 e 2025, o SGB elaborou projeções estatísticas que indicam a possibilidade de uma vazante significativa em 2026, considerando uma descida média histórica de 11,08 metros a partir da cota máxima registrada neste ciclo.

 

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Para aprimorar o monitoramento, o órgão informou que passará a utilizar novas ferramentas tecnológicas. Entre elas estão os boletins semanais do sistema SARDIM, desenvolvidos em parceria com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS), além de modelos preditivos baseados em Inteligência Artificial criados em conjunto com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As novas tecnologias devem tornar as previsões mais rápidas e precisas.

 

O diagnóstico hidrológico aponta que a Bacia Amazônica vive um período de transição entre o fim da cheia e o início da vazante. No Rio Solimões, algumas estações já registram redução no nível das águas, enquanto o Rio Negro permanece estabilizado em Manaus. Já nas bacias dos rios Madeira e Acre, a situação ainda inspira maior preocupação devido aos impactos causados pelas cheias registradas no primeiro trimestre deste ano.

 

O SGB destaca que o comportamento inicial da vazante apresenta características semelhantes às observadas em 2023, quando Manaus enfrentou uma das secas mais severas da história recente, com o Rio Negro atingindo a marca de 12,70 metros. Apesar da comparação, o órgão ressalta que ainda não é possível afirmar que a estiagem deste ano repetirá a mesma intensidade.

 

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A evolução do cenário dependerá principalmente da chegada das chuvas nos próximos meses. Caso o período chuvoso atrase, a tendência é de prolongamento da vazante, o que pode afetar a navegação, dificultar o abastecimento de comunidades ribeirinhas e aumentar o risco de queimadas em diversas áreas da Amazônia. 

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