Ashton Hamed Ellaboudy, de 51 anos, teria oferecido conhecimento técnico, além de adquirir componentes para drones e materiais relacionados à fabricação de explosivos
Um funcionário do Departamento de Energia dos Estados Unidos foi preso nesta quinta-feira (1º), acusado de tentar prestar apoio ao grupo Houthi, organização que controla parte do território do Iêmen. A prisão foi anunciada pelo Departamento de Justiça norte-americano.
O suspeito foi identificado como Ashton Hamed Ellaboudy, de 51 anos, morador de Richland, no estado de Washington. Segundo as autoridades, ele teria buscado colaborar com os Houthis no desenvolvimento de sistemas de comunicação e também adquirido materiais que poderiam ser utilizados na fabricação de explosivos improvisados e componentes para drones.
De acordo com a denúncia, Ellaboudy entrou em licença médica em dezembro de 2024. Na ocasião, afirmou ter sido exposto a um produto químico utilizado na produção de materiais explosivos.
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No ano seguinte, em 2025, o funcionário viajou dos Estados Unidos para Omã e, posteriormente, atravessou a fronteira em direção ao Iêmen. Quando retornou aos EUA, agentes da alfândega questionaram o motivo da viagem. Ellaboudy teria informado que o deslocamento estava relacionado a atividades do governo.
A investigação passou a ser conduzida pelo FBI, que colocou um informante em contato com o suspeito. O agente se apresentou como integrante de alto escalão dos Houthis e, durante as conversas, solicitou ajuda para obter equipamentos de comunicação que seriam enviados ao Iêmen.
Segundo a acusação, Ellaboudy teria fornecido consultoria técnica para a aquisição e configuração dos equipamentos. Ele também teria produzido esquemas e diagramas destinados à instalação dos sistemas de comunicação.
As autoridades norte-americanas afirmam ainda que o suspeito adquiriu materiais e peças que poderiam ser utilizados pelos Houthis, incluindo componentes para drones e itens relacionados à fabricação de explosivos.
O caso envolve acusações relacionadas à tentativa de prestar apoio a uma organização considerada terrorista pelos Estados Unidos. Se condenado, Ellaboudy poderá receber uma pena de até 20 anos de prisão.
Os Houthis controlam partes do Iêmen desde 2014, quando o país entrou em uma guerra civil. O grupo mantém presença em áreas estratégicas do território iemenita e tem atuação militar relacionada ao Mar Vermelho.
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A investigação deverá continuar para esclarecer a extensão dos contatos de Ellaboudy com integrantes ou apoiadores dos Houthis e identificar quais materiais e informações teriam sido efetivamente destinados ao grupo.