Identificar esses sinais precocemente pode ser decisivo para o diagnóstico e aumentar as chances de tratamento eficaz
Alguns tipos de câncer se desenvolvem de forma discreta, com sintomas que passam despercebidos ou são facilmente confundidos com problemas comuns do dia a dia. No caso do câncer de fígado, um sinal aparentemente simples pode servir de alerta para algo mais sério.
Um dos indícios que merece atenção é a dor persistente no ombro direito. Muitas vezes atribuída a má postura, esforço físico ou tensão muscular, esse desconforto pode, na verdade, estar relacionado a alterações no fígado.
Especialistas explicam que isso acontece por um fenômeno chamado “dor referida”, quando o problema em um órgão interno é sentido em outra parte do corpo. No caso, o aumento do fígado pode estimular nervos que se conectam ao ombro, causando a dor nessa região.
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Por ser um sintoma incomum e aparentemente inofensivo, muitas pessoas acabam ignorando o sinal, o que pode atrasar o diagnóstico.
DOENÇA SILENCIOSA
O câncer de fígado costuma não apresentar sintomas claros nas fases iniciais. Quando surgem, os sinais são vagos e facilmente confundidos com outras condições, dificultando a identificação precoce.
Esse é um dos principais desafios da doença: a evolução silenciosa, que faz com que muitos casos sejam descobertos apenas em estágios mais avançados.
FATORES DE RISCO
Entre os principais fatores que aumentam o risco da doença estão:
Consumo excessivo de álcool
Hepatite B ou C
Obesidade e diabetes tipo 2
Cirrose hepática
Exposição a toxinas
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Além disso, a gordura no fígado (esteatose hepática) pode evoluir de forma silenciosa e, sem tratamento, levar a complicações mais graves, incluindo o câncer.