Mandados foram cumpridos pela PF nos estados de SP, RJ e BA; dados de ministros do STF e de seus parentes teriam sido vazados
A Polícia Federal iniciou, na manhã desta terça-feira (17), uma operação para apurar um possível vazamento de informações sigilosas da Receita Federal envolvendo autoridades brasileiras. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Durante a operação, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. As identidades das pessoas e locais alvos desses mandados ainda não foram divulgadas pelas autoridades.
A investigação faz parte do Inquérito 4.781 — conhecido como inquérito das fake news — e apura se servidores da Receita Federal acessaram de forma irregular dados fiscais protegidos por sigilo. Entre as informações supostamente acessadas sem autorização estão dados da declaração de Imposto de Renda de ministros do STF e de seus familiares.
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Em paralelo às buscas, a Justiça determinou diversas medidas cautelares contra os investigados, como o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento de funções públicas, o cancelamento de passaportes e a proibição de deixar o país.
A Receita Federal também divulgou nota destacando que não tolera desvios relacionados ao sigilo fiscal e que já havia iniciado uma auditoria interna em janeiro para identificar possíveis acessos indevidos aos sistemas. Essa auditoria segue em andamento, com registros sendo analisados para descobrir como os dados têm sido acessados e por quem.
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As apurações continuam em sigilo, com o objetivo de esclarecer a extensão das supostas quebras de confidencialidade e responsabilizar quem for encontrado responsável pelos acessos irregulares.