O Supremo Tribunal Federal (STF) aparece com forte repercussão negativa nas redes sociais em meio à crise envolvendo ministros da Corte, o Banco Master e as investigações conduzidas pela Polícia Federal. Levantamentos recentes mostram que o tribunal e seus integrantes passaram a ocupar grande espaço nas discussões digitais, superando a repercussão de políticos como Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em determinados recortes.
Um dos levantamentos, realizado pela consultoria Bites, apontou que 62,3% das menções a Flávio Bolsonaro foram negativas, enquanto Lula registrou 61,5% de conteúdo negativo no período analisado entre 1º e 9 de setembro. Os dois tiveram percentuais de manifestações positivas inferiores a 10%. O STF, porém, concentrou uma quantidade muito maior de publicações e interações relacionadas à crise.
Entre os ministros, Alexandre de Moraes aparece como um dos principais alvos de críticas. Monitoramento da Ativaweb DataLab indicou que 88,4% das publicações que mencionavam o ministro eram negativas. O levantamento também mostrou que a crise deixou de envolver apenas Moraes e passou a atingir outros personagens, como André Mendonça, além de instituições como a PF, a PGR e o próprio Supremo.
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A repercussão também mudou rapidamente após a divulgação de documentos relacionados ao caso Master. Segundo a Timelens, entre 10 e 11 de setembro, André Mendonça chegou a concentrar o maior volume individual de citações entre os principais personagens monitorados, enquanto Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro também ganharam espaço. Os dados mostram como novos documentos e decisões alteram rapidamente o foco das discussões nas redes.
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A crise do STF ocorre em um ano eleitoral, aumentando o peso político das narrativas que circulam nas redes sociais. Os levantamentos, no entanto, medem o comportamento das publicações e não representam, isoladamente, uma pesquisa de opinião sobre a população brasileira. O cenário indica uma disputa intensa de narrativas envolvendo o Supremo, seus ministros e os principais nomes da eleição de 2026.