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Surto de ebola na RDC já deixa 304 mortos e preocupa autoridades sanitárias
Foto: Divulgação

Epidemia avança em região mineradora no nordeste do Congo, com casos também registrados em Uganda e alerta de subnotificação por organizações internacionais.

A epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) já provocou 304 mortes, segundo o mais recente balanço das autoridades sanitárias locais. O surto, declarado em 15 de maio, segue em expansão e ainda é considerado fora de controle, com 1.115 casos confirmados de infecção, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP).

 

Organizações humanitárias que atuam na região alertam, no entanto, que os números oficiais podem estar subestimados, já que o surto foi identificado tardiamente, o que dificultou o controle inicial da disseminação do vírus.

 

O epicentro da crise está na província de Ituri, no nordeste do país, área que faz fronteira com o Sudão do Sul e Uganda. A região, marcada pela atividade mineradora e por deslocamentos constantes de população, tem dificultado o trabalho das equipes de saúde devido à instabilidade e à presença de grupos armados.

 

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A maior concentração de casos está na cidade de Bunia, que responde por mais de 90% das infecções e cerca de 80% das mortes registradas no surto.

 

O vírus também já atingiu outras províncias congolesas e ultrapassou fronteiras, com registros de casos em Uganda, onde ao menos 20 pessoas foram infectadas, incluindo dois óbitos.

 

A cepa envolvida é a Bundibugyo, uma das variantes do ebola para a qual ainda não existe vacina ou tratamento amplamente disponível. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou alerta internacional e informou que ensaios clínicos devem começar nos próximos dias para testar possíveis soluções.

 

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Em meio à preocupação global, também foi registrado um caso fora da região africana. Na França, um médico congolês que atuava em uma ONG e esteve no epicentro da epidemia foi diagnosticado com a doença após viajar para Paris, reforçando o alerta sobre o risco de disseminação internacional do vírus. 

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