Pequenos dispositivos de rastreamento, conhecidos como tags, têm sido usados de forma clandestina para monitorar mulheres em São Paulo. Os aparelhos vêm sendo escondidos em carros, bolsas, mochilas e até em objetos de crianças, permitindo que agressores acompanhem a rotina das vítimas sem que elas percebam.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), a prática pode configurar o crime de stalking, ou seja, perseguição reiterada que ameaça a integridade física ou psicológica da vítima, restringe sua liberdade ou invade sua privacidade. A pena prevista é de seis meses a dois anos de prisão, além de multa.
Os dispositivos, geralmente do tamanho de uma moeda e vendidos por menos de R$ 100, conseguem fornecer localização em tempo real, o que tem facilitado casos de monitoramento ilegal. Embora não existam dados oficiais específicos sobre o uso dessas tags, os casos costumam ser registrados como crime de perseguição.
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A SSP informou que tem reforçado ações de combate à violência contra a mulher, com ampliação da rede de atendimento especializado, monitoramento eletrônico de agressores e ferramentas tecnológicas de proteção, como o aplicativo SP Mulher Segura.
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Atualmente, o estado conta com 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 220 salas DDM, além da Cabine Lilás, estrutura especializada da Polícia Militar para atendimento de vítimas de violência doméstica. O aumento de registros de stalking acende alerta para a necessidade de denúncia e atenção a sinais de monitoramento não autorizado.