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Trump diz que palestinos não teriam direito de retorno em sua proposta para Gaza
Foto: Reprodução

Em outras palavras, estou falando em construir um lugar permanente para eles

Em janeiro, o republicano havia apresentado um plano para “limpar Gaza” e enviar os moradores para o Egito e a Jordânia — ideia que foi amplamente rejeitada na ocasião. E no início de fevereiro, ele reforçou a proposta de o Estado americano assumir o controle da Faixa de Gaza e reassentar de forma permanente as cerca de 2 milhões de pessoas que vivem no território. A proposta foi condenada internacionalmente, e Washington tentou amenizar as declarações de Trump, que segue reforçando seus objetivos para o futuro do enclave.

 

No domingo, Trump repetiu a ideia de assumir a Faixa de Gaza após a guerra. Em declaração à imprensa, o republicano disse estar “comprometido em comprar e possuir” Gaza, e que outros países do Oriente Médio poderiam “ajudar a reconstruir partes” do território. Ele não explicou de quem ele compraria, tampouco como seria a administração americana.

 

Quanto à reconstrução, podemos permitir que outros Estados do Oriente Médio construam parte [do enclave]. Outras pessoas podem fazer isso sob a nossa supervisão. Mas estamos comprometidos em possuí-la, tomá-la e garantir que o Hamas não volte — disse. — Não há para onde voltar. O lugar é um canteiro de demolição. O que restar será demolido. Mas vamos transformá-lo em um ótimo local para o desenvolvimento futuro de alguém.

 

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Trump também disse que pessoas de todo o mundo poderiam se mudar para Gaza e prometeu “cuidar dos palestinos”. Ele repetiu a promessa de que irá garantir que os atuais habitantes do enclave “vivam lindamente, em harmonia e paz, e que não sejam assassinados”. O presidente americano ainda afirmou falsamente que os palestinos “não querem voltar para Gaza” — e que só o fazem “porque não têm alternativa”.

 

Faixa de Gaza seria “entregue aos EUA por Israel“ após a guerra, diz Trump  | CNN Brasil

Foto: Reprodução

 

Cerca de 70% dos habitantes de Gaza já estão registrados como refugiados na ONU, muitos deles descendentes de palestinos deslocados em 1948, quando 700 mil palestinos foram expulsos ou forçados a fugir de suas casas durante a criação do Estado de Israel. Eles foram impedidos de retornar a seus lares no que hoje é o território israelense. Os árabes chamam este evento de Nakba (catástrofe em árabe) e temem o reavivamento deste trauma coletivo.

 

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Nós estamos firmes aqui — disse no início do mês à CNN americana o palestino Amir Karaja, acrescentando que preferia “comer os escombros” a ser forçado a deixar o enclave. — Esta é a nossa terra, e somos os donos legítimos e verdadeiros dela. Eu não serei deslocado. Nem Trump e nem mais ninguém pode nos arrancar de Gaza. 

 

Fonte: CNN

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