EUA enviaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque para o Golfo Pérsico em janeiro
Os Estados Unidos aumentaram o contingente militar no Oriente Médio com a chegada de 2.500 fuzileiros navais e outros 2.500 marinheiros. O total de tropas na região ultrapassa 50 mil, cerca de 10 mil a mais do que o habitual, enquanto o presidente Donald Trump avalia o próximo passo na guerra contra o Irã.
Embora a missão exata ainda não esteja clara, autoridades americanas estudam a possibilidade de ataques limitados, incluindo a tomada de ilhas ou territórios estratégicos iranianos. O Pentágono prepara planos para uma campanha terrestre de semanas caso Trump decida pela invasão.
O Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, está praticamente fechado devido a ataques iranianos em retaliação à guerra liderada pelos EUA e Israel. Normalmente, há 40 mil soldados americanos na região, mas a escalada atual elevou o número para mais de 50 mil.
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Além disso, cerca de 4.500 militares estão a bordo do porta-aviões USS Gerald Ford, que enfrenta contratempos, como um incêndio na lavanderia, e segue em manutenção na região do Mediterrâneo. Outros 2 mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada também foram deslocados para oferecer mais opções de ataque ao Irã.
Especialistas alertam que mesmo 50 mil soldados são insuficientes para qualquer operação terrestre de grande porte. O Irã tem cerca de 93 milhões de habitantes e território vasto, o que torna qualquer conquista ou ocupação complexa e arriscada.
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Enquanto isso, a Casa Branca sinaliza equilíbrio entre negociações e ameaças. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que Trump está “preparado para desencadear o inferno” se o Irã não abandonar suas ambições nucleares, mas destacou que ainda não há decisão sobre a ofensiva.