Corte eleitoral vai analisar pedido do ex-governador do Rio enquanto STF aguarda definição sobre modelo de eleição no estado.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu para o próximo dia 2 de junho o julgamento do recurso apresentado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, contra a decisão que o tornou inelegível até 2030.
A condenação foi determinada pela Corte em março deste ano e resultou na previsão de realização de uma eleição para mandato-tampão no governo estadual. Inicialmente, o entendimento do tribunal apontava para a realização de eleições indiretas, conduzidas pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
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Antes do julgamento que confirmou sua inelegibilidade, Castro renunciou ao cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização e manter a possibilidade de disputar uma vaga no Senado. A movimentação foi interpretada por setores políticos como uma estratégia para garantir que a escolha do novo governador ocorresse de forma indireta, e não pelo voto popular.
O caso também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), após o PSD defender a realização de eleições diretas no estado. A Suprema Corte aguarda agora a análise do recurso no TSE para decidir qual modelo de votação será adotado.
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Atualmente, o governo do Rio de Janeiro está sendo exercido de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça do estado, Ricardo Couto de Castro. A linha sucessória ficou vaga após o ex-vice-governador Thiago Pampolha deixar o cargo em 2025 para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado.